7 ‘demônios e monstros’ capazes de atacar enquanto você dorme e causar a terrível paralisia do sono

A paralisia do sono é um fenômeno real: por alguns segundos (ou minutos), a pessoa desperta a consciência, mas o corpo permanece “bloqueado”. A ciência explica como uma falha de sincronização entre o cérebro acordado e a atonia muscular típica do sono REM. Só que, muito antes da neurologia, várias culturas criaram personagens para explicar o terror noturno — de fantasmas a duendes. A seguir, sete crenças populares famosas (e, no fim, dicas para lidar com o problema).
1) O “fantasma” grego
Em relatos antigos do Mediterrâneo, a sensação de sufoco e peso no peito é atribuída a um espírito que se senta sobre o adormecido, “roubando” a voz e imobilizando o corpo. O encontro é descrito como sufocante e pavoroso, com presença sombria aos pés da cama.
2) A “Mara” — duende que vira pesadelo
Na tradição nórdica/teutônica, a Mara (ou “mare”) é um ser que se senta no peito do dorminhoco e provoca pesadelos vívidos. Muita gente associa a ela a palavra inglesa nightmare. Em versões islandesas, canções antigas e amuletos seriam formas populares de afastá-la.
3) O “Homem Oleoso” do Sudeste Asiático
No folclore malaio, o Orang Minyak (“homem oleoso”) é uma figura escura e escorregadia que aparece à noite, ligada a medos urbanos. Em alguns relatos, sua presença está associada a assombrações e presságios. Na leitura moderna, entra na galeria de personagens que o cérebro “projeta” quando mistura vigília e sonho.
4) Ogum Oru, na tradição iorubá
Entre comunidades iorubás da África Ocidental, fala-se em Ogum Oru, uma forma de perturbação noturna que rouba o descanso e gera sensação de aperto. Em rituais tradicionais, orações e proteções espirituais fazem parte da resposta cultural ao fenômeno.
5) Djinns na crença islâmica popular
Para muitos muçulmanos, djinns (seres espirituais) podem assombrar casas e pessoas, inclusive durante o sono. Quando alguém relata sussurros, assobios e peso no peito, há quem interprete como visita de um djinn maligno. A reação típica inclui oração e purificação do ambiente.
6) “Fantasma que oprime” na China
Conhecida como “gui ya chuáng” (“fantasma que pressiona a cama”), a experiência é debatida na cultura chinesa há séculos. O quadro é idêntico ao descrito em outras partes do mundo: consciência ativa, corpo paralisado, sensação de figura no quarto e dificuldade para respirar.
7) Kanashibari, no Japão
No Japão, kanashibari significa literalmente “amarrado com correntes de metal”. Textos antigos mencionam monges capazes de “imobilizar” com técnicas místicas; no imaginário popular, espíritos também poderiam provocar a paralisia. Hoje, o termo virou sinônimo do episódio em si.
Por que vemos “seres” na paralisia do sono?
Quando o cérebro desperta, mas o corpo ainda está em atonia, sonhos invadem a vigília. A mente tenta explicar o peso no peito e o medo — e cria “presenças”. O resultado é hipnopompia: alucinações auditivas/visuais, sensação de intruso e dificuldade de falar.
Como diminuir a chance de episódios (guia rápido)
- Sono regular: horários fixos para dormir/acordar estabilizam o REM.
- Dormir de lado: reduz relatos de “peso no peito” em quem dorme de barriga para cima.
- Reduzir estresse e estimulantes à noite (telas, cafeína, nicotina).
- Ambiente seguro: quarto escuro, silencioso e ventilado ajuda o ciclo do sono.
- Consultar um médico se os episódios forem frequentes, com ansiedade intensa, ronco alto/apneia ou sonolência diurna.
Conclusão: as lendas dão rosto ao medo; a ciência dá nome ao fenômeno. Saber que a paralisia do sono é transitória e comum já reduz o pânico — e adotar hábitos de higiene do sono ajuda a quebrar o ciclo.



