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Do hospital, estado de Jair Bolsonaro é atualizado após cirurgia

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta quadro clínico estável e evolução considerada positiva após a cirurgia realizada no ombro direito. De acordo com boletim médico divulgado neste domingo (3), o paciente segue internado, mas sem dores e com boa resposta ao tratamento pós-operatório, o que reforça a expectativa de recuperação dentro do previsto pela equipe médica.

Segundo o informe, Bolsonaro permanece sob مراقamento no Hospital DF Star, onde recebe cuidados voltados principalmente ao controle da dor, prevenção de complicações e início gradual da reabilitação. A equipe médica destacou que o ex-presidente apresenta evolução clínica satisfatória desde o procedimento, sem intercorrências até o momento.

O tratamento atual inclui medidas de analgesia e protocolos preventivos contra trombose, condição que pode surgir em pacientes com mobilidade reduzida após cirurgias. Além disso, os profissionais já planejam o início da fisioterapia, etapa essencial para recuperação funcional do ombro operado, especialmente em casos que envolvem o manguito rotador.

A cirurgia realizada foi um reparo artroscópico, técnica minimamente invasiva que utiliza pequenas incisões e instrumentos guiados por câmera. Esse tipo de procedimento é amplamente utilizado por permitir maior precisão e reduzir o tempo de recuperação, além de diminuir o risco de complicações no pós-operatório. No caso de Bolsonaro, o objetivo foi corrigir lesões no manguito rotador, responsáveis pelas dores persistentes relatadas anteriormente.

Antes da cirurgia, o ex-presidente passou por uma série de exames clínicos para avaliação de seu estado geral de saúde. Entre os testes realizados estavam eletrocardiograma, ecocardiograma, raio-X de tórax e análises laboratoriais. Esses exames foram fundamentais para garantir segurança na realização do procedimento, especialmente considerando o histórico recente de problemas de saúde.

A expectativa da equipe médica é de que, caso a evolução continue nesse ritmo, Bolsonaro possa receber alta hospitalar já na segunda-feira. A previsão foi mencionada pelo ortopedista responsável pela cirurgia, que acompanha o caso e avalia diariamente os sinais clínicos do paciente. A alta, no entanto, dependerá da manutenção da estabilidade e da resposta positiva ao início da reabilitação.

O problema no ombro teve origem em uma queda sofrida no início do ano, quando Bolsonaro ainda estava sob custódia. Desde então, ele vinha enfrentando dores constantes e limitação de movimentos, o que impactava sua rotina. Tentativas de tratamento conservador, como uso de medicamentos e sessões de fisioterapia, não foram suficientes para resolver o quadro, tornando a cirurgia necessária.

A realização do procedimento foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República. O aval judicial foi necessário devido à condição jurídica do ex-presidente, que atualmente cumpre pena em regime domiciliar.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o fim de março, após apresentar um quadro de broncopneumonia bilateral. A melhora clínica em relação a essa condição foi determinante para que a equipe médica considerasse viável a realização da cirurgia no ombro. Com a estabilização do quadro pulmonar, o procedimento pôde ser agendado com maior segurança.

Durante o período de internação, as visitas permanecem restritas. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanha de perto a recuperação, enquanto outras visitas dependem de autorização judicial. Em publicações recentes, ela afirmou que o ex-presidente já apresenta sinais positivos, como melhora na mobilidade e boa adaptação após a cirurgia.

O cenário atual indica um processo de recuperação dentro da normalidade esperada para esse tipo de intervenção. A continuidade do tratamento, especialmente com a fisioterapia, será determinante para a retomada das funções do ombro. A equipe médica mantém acompanhamento constante para garantir que a evolução siga sem complicações e dentro dos parâmetros clínicos adequados.

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