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Após cirurgia no ombro, Michelle Bolsonaro informa estado de Jair Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou, na noite desta sexta-feira (1º), novas informações sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro após a cirurgia realizada no ombro direito. Segundo ela, o político já apresenta sinais iniciais de recuperação, incluindo a retomada gradual dos movimentos nos dedos da mão afetada pelo procedimento.

A atualização foi feita por meio das redes sociais, onde Michelle relatou que, com a redução dos efeitos da anestesia, Bolsonaro voltou a movimentar os dedos — algo considerado esperado nesse tipo de intervenção. Ela também informou que o ex-presidente já não utiliza mais oxigênio nasal e conseguiu se alimentar normalmente, ingerindo sopa ainda no mesmo dia da cirurgia.

O procedimento cirúrgico teve como objetivo reparar o manguito rotador, um conjunto de músculos e tendões essencial para a estabilidade e mobilidade do ombro. Além disso, foram tratadas lesões associadas que vinham causando dor persistente e limitações funcionais. A cirurgia foi realizada no Hospital DF Star, onde Bolsonaro segue internado sob observação médica.

A intervenção havia sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após análise de pedido apresentado pela defesa. O magistrado levou em consideração laudos médicos que indicavam a necessidade do procedimento, diante do quadro clínico apresentado pelo ex-presidente.

De acordo com informações médicas já divulgadas, a técnica utilizada foi a artroscopia, considerada minimamente invasiva. Esse tipo de cirurgia costuma proporcionar menor tempo de recuperação inicial e reduzir riscos de complicações, embora o processo completo de reabilitação possa se estender por semanas ou até meses, dependendo da resposta do paciente ao tratamento.

Michelle destacou que a recuperação do ex-presidente está evoluindo de forma positiva nas primeiras horas após o procedimento. Ela demonstrou confiança no quadro clínico e afirmou que novas atualizações devem ser compartilhadas nos próximos dias, à medida que houver avanços no estado de saúde.

A cirurgia ocorre em um contexto delicado, já que Bolsonaro cumpre pena em regime de prisão domiciliar por motivos de saúde. A autorização judicial para a realização do procedimento levou em conta não apenas a necessidade médica, mas também as condições legais impostas ao ex-presidente. O acompanhamento do caso envolve tanto a equipe médica quanto as autoridades responsáveis pela execução da pena.

Antes da cirurgia, Bolsonaro enfrentava dores constantes no ombro direito, que teriam se intensificado após uma queda ocorrida no início do ano. O problema comprometeu sua mobilidade e impactou atividades cotidianas, levando os médicos a indicarem a intervenção como a melhor alternativa terapêutica.

O período pós-operatório imediato é considerado crucial para avaliar a evolução do paciente. Nas primeiras 24 a 48 horas, a equipe médica monitora sinais vitais, controle da dor e possíveis reações ao procedimento. A retomada dos movimentos, como a observada nos dedos da mão, é vista como um indicativo positivo dentro desse processo inicial de recuperação.

Ainda não há previsão oficial de alta hospitalar. A decisão dependerá da evolução clínica nos próximos dias, além da resposta ao tratamento e da ausência de complicações. Após a alta, a tendência é que Bolsonaro passe por um processo de reabilitação com fisioterapia, fundamental para recuperar plenamente os movimentos do ombro.

O caso segue sendo acompanhado de perto, tanto pelo aspecto médico quanto pelo contexto político e jurídico que envolve o ex-presidente. A expectativa agora gira em torno da continuidade da recuperação e da possibilidade de retorno gradual às atividades, ainda que sob limitações impostas pelo quadro de saúde e pelas condições legais vigentes.

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