Saúde & Bem-estar

Atenção: veja os 10 anticoncepcionais que podem aumentar o risco de trombose

O uso de anticoncepcionais hormonais é uma das formas mais difundidas de prevenção da gravidez no mundo, mas também um dos temas mais cercados de dúvidas e preocupações entre mulheres. Nos últimos anos, o debate sobre a relação entre esses medicamentos e o risco de trombose ganhou força nas redes sociais e em reportagens, levantando questionamentos sobre segurança, composição e possíveis efeitos colaterais. Embora sejam amplamente estudados e aprovados por órgãos reguladores, especialistas reforçam que alguns tipos de contraceptivos exigem atenção redobrada, especialmente em perfis específicos de pacientes.

A trombose venosa profunda ocorre quando há formação de coágulos sanguíneos em veias profundas, geralmente nas pernas, podendo evoluir para complicações graves, como embolia pulmonar. O que muitos não sabem é que alguns anticoncepcionais hormonais podem, sim, aumentar discretamente esse risco. Isso acontece principalmente por causa da presença de estrogênio sintético, substância que pode estimular alterações na coagulação sanguínea, elevando fatores pró-coagulantes e reduzindo mecanismos naturais de anticoagulação do organismo.

É importante corrigir uma informação frequentemente divulgada de forma equivocada: a chamada proteína C-reativa (PCR ou CRP, na sigla em inglês) não é responsável por “deixar proteínas resistentes” ou causar diretamente trombose. Na realidade, trata-se de um marcador inflamatório produzido pelo fígado, utilizado para indicar processos inflamatórios no corpo. O risco de trombose associado aos anticoncepcionais está mais relacionado ao equilíbrio dos fatores de coagulação do que à ação direta da PCR, embora processos inflamatórios possam, em conjunto, influenciar o sistema circulatório.

Entre os métodos contraceptivos disponíveis, os que combinam estrogênio e progestágeno são os que apresentam maior associação com o aumento do risco trombótico. Isso inclui pílulas combinadas de diferentes gerações, além de métodos como o adesivo transdérmico e o anel vaginal, que também liberam hormônios semelhantes. Dentro desse grupo, algumas formulações com progestágenos mais modernos, como drospirenona e desogestrel, foram associadas em estudos a uma incidência ligeiramente maior de eventos trombóticos em comparação a combinações mais antigas, como aquelas à base de levonorgestrel.

No entanto, é essencial destacar que o risco absoluto ainda é considerado baixo para a maioria das mulheres saudáveis. O aumento de chance de trombose em usuárias de anticoncepcionais combinados existe, mas continua sendo pequeno quando comparado a outras situações, como gravidez e pós-parto, períodos nos quais o risco de trombose é naturalmente mais elevado. Ainda assim, fatores individuais podem alterar significativamente essa probabilidade, tornando a avaliação médica indispensável antes da escolha do método contraceptivo.

Entre os principais fatores de risco que potencializam a ocorrência de trombose estão o tabagismo, obesidade, histórico familiar da doença, idade acima dos 35 anos, sedentarismo prolongado e condições genéticas de hipercoagulabilidade. Mulheres que apresentam múltiplos desses fatores podem ter contraindicação ao uso de anticoncepcionais com estrogênio, sendo frequentemente orientadas a optar por métodos apenas com progestágeno ou alternativas não hormonais, como o DIU de cobre.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da individualização no uso de anticoncepcionais. Não existe um método “mais perigoso” de forma absoluta, mas sim perfis de risco que devem ser avaliados cuidadosamente por profissionais de saúde. Além disso, reconhecer sinais de alerta como dor, inchaço em uma das pernas, vermelhidão local ou falta de ar repentina pode ser determinante para o diagnóstico precoce de trombose. A informação correta e a orientação médica continuam sendo as principais ferramentas para garantir segurança no uso desses medicamentos e reduzir riscos evitáveis.

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