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Mãe que conseguiu salvar filhos de incêndio recebe alta

A segunda-feira (27) marcou um momento de alívio e emoção para a família de Gabrielle Pinheiro. Após cerca de duas semanas internada no Hospital Universitário de Londrina, ela finalmente recebeu alta e pôde dar os primeiros passos rumo ao reencontro com os três filhos — motivo que, segundo ela mesma, foi sua maior força durante todo o período de recuperação.

O caso chamou atenção na zona norte da cidade desde o dia 18, quando um incêndio atingiu o apartamento onde Gabrielle mora com as crianças. A suspeita inicial aponta que o fogo pode ter começado em um ventilador, algo comum em muitos lares brasileiros, especialmente com o calor ainda presente em várias regiões do país neste período. O episódio acendeu um alerta sobre cuidados com aparelhos elétricos, tema que frequentemente ganha destaque em campanhas de prevenção.

Mesmo diante da situação, a atitude da mãe foi imediata: tentar salvar os filhos. Foi nesse momento que ela acabou sofrendo ferimentos em diferentes partes do corpo, como tórax, braços, mãos e rosto. Apesar da gravidade do ocorrido, o quadro clínico evoluiu de forma positiva ao longo dos dias, permitindo que ela deixasse o hospital nesta semana.

Em entrevista ao sair da unidade, Gabrielle revelou que não se lembra com clareza de tudo o que aconteceu. As lembranças são fragmentadas, como flashes. Um dos momentos mais marcantes, segundo ela, foi ao ouvir o chamado de um dos filhos. “Eu lembro da minha filha me chamando. Quando abri a porta, veio aquela onda de calor”, contou, ainda emocionada.

Enquanto ela se recuperava, as crianças receberam atendimento e acompanhamento. Um dos filhos precisou permanecer em observação por um dia, mas, felizmente, todos estão bem e não sofreram consequências graves. A notícia trouxe alívio não só para a família, mas também para vizinhos e moradores da região, que acompanharam o caso desde o início.

A alta hospitalar não representa apenas o fim de um período difícil, mas também o início de uma nova fase. Gabrielle agora seguirá sob os cuidados da mãe, que deve auxiliá-la na recuperação completa. Esse suporte familiar, aliás, tem sido essencial — algo comum em histórias como essa, onde a rede de apoio faz toda a diferença.

Ao deixar o hospital, uma frase simples resumiu o sentimento de dias intensos: “Estou morrendo de saudade dos meus filhos”. Não era apenas saudade, mas também o desejo de retomar a rotina, de estar perto, de reconstruir aos poucos o que foi interrompido de forma tão repentina.

Casos como o de Gabrielle reforçam algo que muitas vezes passa despercebido no dia a dia: a força de mães e responsáveis diante de situações inesperadas. Também evidenciam a importância da prevenção doméstica, principalmente com equipamentos elétricos, que fazem parte da rotina, mas exigem atenção constante.

Agora, longe do ambiente hospitalar, Gabrielle tem pela frente um processo de recuperação que envolve não apenas o físico, mas também o emocional. Ao lado dos filhos e da família, ela começa a escrever um novo capítulo — desta vez, com mais cuidado, mas também com a certeza de que conseguiu proteger o que mais importa.

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