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Família reconhece corpo de advogada que estava desaparecida no RJ

O que começou como mais um dia comum na orla da zona sul do Rio de Janeiro terminou envolto em perguntas ainda sem respostas. O corpo encontrado na manhã de terça-feira (21), na Praia do Leblon, foi reconhecido por familiares como sendo da advogada Tamyris Teixeira Santos, que havia desaparecido dias antes após entrar no mar.

Segundo relatos, Tamyris estava com amigos em um quiosque à beira-mar, aproveitando um momento de descanso. Em determinado momento, decidiu nadar. Deixou seus pertences — celular, documentos e roupas — no local, permanecendo apenas com trajes de banho. Imagens de câmeras de segurança registraram o instante em que ela seguiu em direção à água, sem demonstrar qualquer sinal de preocupação.

A ausência, no entanto, não foi percebida de imediato. Os amigos que estavam com ela deixaram o local antes de seu retorno, o que contribuiu para o atraso na identificação do desaparecimento.

 A situação só veio à tona no domingo, quando funcionários do quiosque estranharam os objetos deixados para trás e decidiram entrar em contato com a família.
O Corpo de Bombeiros foi acionado na manhã de terça-feira, por volta das 7h15, dando início às buscas. Já durante a tarde, um pescador encontrou o corpo na mesma faixa de areia, encerrando uma espera angustiante para familiares e amigos.

Em meio à dor, a mãe de Tamyris falou com a imprensa e preferiu destacar quem a filha era em vida. Descreveu uma jovem alegre, vaidosa, sempre pronta a ajudar quem estivesse por perto. “Ela tinha um coração enorme”, disse, visivelmente emocionada. Palavras simples, mas carregadas de significado para quem convivia com ela.

A identificação do corpo foi feita inicialmente na praia e confirmada posteriormente no Instituto Médico Legal. Apesar disso, detalhes oficiais ainda não foram amplamente divulgados pelas autoridades. 

Um ponto que chamou a atenção dos investigadores é a ausência de sinais típicos de afogamento, o que levanta outras possibilidades sobre o que pode ter acontecido.
Por esse motivo, o caso pode ser encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital, que deverá aprofundar as investigações. A dinâmica dos fatos ainda apresenta lacunas importantes.

 Entre elas, o intervalo de tempo entre a entrada no mar e o momento em que o desaparecimento foi percebido.
Outro aspecto considerado é que, naquele dia, o mar estava relativamente calmo. Não houve registros de ocorrências ou pedidos de resgate na região naquele horário, o que reforça a cautela das autoridades ao tratar o caso.

Casos como esse acabam gerando uma mistura de tristeza e reflexão. Frequentadores da praia, moradores da região e até quem acompanha a história de longe se perguntam como uma situação aparentemente simples pode tomar um rumo inesperado.

Enquanto isso, a família de Tamyris busca respostas — e, acima de tudo, algum tipo de paz diante de uma perda tão difícil. A investigação segue em andamento, e a expectativa é de que, nos próximos dias, novas informações ajudem a esclarecer o que de fato aconteceu naquela manhã na orla do Leblon.

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