Adriane Galisteu faz desabafo durante entrevista

A sinceridade de Adriane Galisteu ao revisitar um momento delicado da própria vida chamou atenção nas redes nesta semana. Em entrevista recente ao canal de Maya Massafera, a apresentadora abriu o coração ao reconhecer atitudes que hoje enxerga com outros olhos. “Fui rude e ridícula”, disse, sem rodeios, ao relembrar comportamentos que surgiram durante o início da menopausa.
O relato não ficou apenas na autocrítica. Galisteu detalhou um período de confusão emocional e mudanças físicas que, à época, passaram despercebidas. Como muitas mulheres, ela associou sintomas como cansaço constante, irritação e dificuldades para dormir à rotina intensa de trabalho. A agenda cheia, comum a quem vive sob os holofotes, parecia justificar tudo — até que os sinais começaram a se acumular.
Segundo a apresentadora, pequenas transformações foram se tornando mais evidentes: queda de cabelo, alterações na pele e um humor instável que impactava o convívio familiar. “Eu sempre dormi bem, sempre fui ativa. De repente, tudo mudou”, contou. O que parecia apenas estresse acabou revelando algo mais profundo: o início do climatério, fase natural do corpo feminino que ainda é cercada por desinformação.
Em meio a esse cenário, vieram também inseguranças. Galisteu relatou receios ligados tanto à vida pessoal quanto à carreira, refletindo um tema atual e bastante discutido: o etarismo. A pressão estética e o medo de perder espaço no mercado ainda são desafios reais para muitas mulheres, especialmente na televisão. Em 2026, o debate sobre envelhecimento feminino ganhou mais força, com diversas figuras públicas trazendo o assunto à tona — e o depoimento dela entra justamente nesse contexto.
Um dos momentos mais marcantes do relato envolve a relação com o filho. Ao perceber o próprio comportamento, ela enfrentou um sentimento de vergonha e decidiu pedir desculpas. Foi um gesto simples, mas carregado de significado. “Ele me chamou atenção, e eu entendi que precisava olhar pra mim”, revelou. A cena, embora íntima, é facilmente reconhecível por quem já passou por fases de irritação sem explicação clara.
Outro ponto abordado foi a diminuição da libido e o desconforto físico, temas que ainda são pouco discutidos de forma aberta. Galisteu tratou o assunto com naturalidade, destacando que o silêncio só dificulta o acesso à informação e ao tratamento adequado. Para ela, o maior erro foi ter demorado a buscar ajuda médica.
A fala da apresentadora ecoa um movimento maior de conscientização. Cada vez mais, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais do corpo e procurar orientação profissional. A menopausa não precisa ser enfrentada sozinha, nem em silêncio. Existem tratamentos e acompanhamentos que podem melhorar significativamente a qualidade de vida.
O depoimento de Adriane Galisteu, longe de ser apenas uma confissão, funciona como um alerta e também como acolhimento. Ao expor fragilidades, ela contribui para quebrar tabus e encoraja outras mulheres a se olharem com mais atenção e menos julgamento. Afinal, entender o próprio corpo é, também, um ato de cuidado.



