Homem é preso por tirar a vida de cachorro por motivo absurdo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na última segunda-feira (13), um homem suspeito de matar o cachorro de um vizinho e, em seguida, arrastar o corpo do animal pelas ruas de Santo Aleixo, distrito de Magé, na Baixada Fluminense. O caso ganhou grande repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais, que registrava o momento em que o suspeito puxava o animal já sem vida pela coleira, gerando revolta entre moradores e internautas.
A ação policial foi conduzida por agentes da 65ª Delegacia de Polícia (Magé), responsáveis pela investigação desde que as imagens vieram à tona. O homem foi identificado como Vagner Costa Rabello, apontado como autor do crime. A prisão ocorreu na mesma região onde o episódio foi registrado, reforçando o trabalho de monitoramento e apuração realizado pelas autoridades locais.
De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por desavenças antigas entre o suspeito e o tutor do cachorro, um animal chamado Bob. A relação conflituosa entre os dois já vinha sendo marcada por episódios anteriores de violência, o que reforçou a linha de investigação adotada pelos policiais. A motivação, portanto, não estaria relacionada ao estado de saúde do animal, como alegado pelo acusado posteriormente.
As apurações indicam que o cachorro foi morto ainda no mês de março, após ser atingido na cabeça. Após o ato, o suspeito teria arrastado o corpo pelas ruas do Morro do Sertão, cena que acabou sendo registrada e compartilhada amplamente. Em seguida, ele levou o animal até uma área de mata, onde realizou o descarte. Até o momento, o corpo do cachorro não foi localizado pelas autoridades, o que dificulta a realização de exames periciais mais detalhados.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o histórico criminal do suspeito. Segundo a polícia, ele acumula ao menos 16 registros, incluindo ocorrências por ameaça, lesão corporal grave, violência contra a mulher e roubo. Além disso, há relatos de que, em dezembro do ano passado, ele já havia agredido o tutor do cachorro, causando uma fratura no braço da vítima. Esse histórico reforçou o entendimento de que o caso não se trata de um episódio isolado.
Durante o depoimento prestado às autoridades, o homem afirmou que teria agido por “piedade”, alegando que o animal já estava em estado de sofrimento. No entanto, essa versão foi descartada pelos investigadores, que consideraram as evidências incompatíveis com a justificativa apresentada. A análise do contexto, somada ao histórico de conflitos e às imagens registradas, levou a polícia a concluir que houve intenção no ato.
Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito, medida que foi cumprida ainda na segunda-feira. Ele deverá responder pelo crime de maus-tratos a animal doméstico com resultado morte, uma infração que tem sido tratada com maior rigor nos últimos anos, diante do aumento da conscientização sobre a proteção animal no país.
O caso segue sob investigação, e a polícia trabalha para esclarecer todos os detalhes envolvidos, incluindo a localização do corpo do animal e possíveis novas testemunhas. A repercussão do episódio também reacendeu debates sobre a importância da denúncia de crimes contra animais e a necessidade de punições efetivas para coibir esse tipo de conduta.



