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Papa afirma que seguirá se posicionando apesar de ataques do governo dos EUA

O Papa Leão 14 respondeu publicamente às críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou não ter qualquer receio em relação ao governo norte-americano. O pontífice reforçou que seguirá se posicionando de forma firme contra guerras e em defesa da paz mundial, mantendo o foco na mensagem da Igreja Católica. A declaração ocorre em meio a uma escalada de trocas de críticas entre o Vaticano e o líder norte-americano, ampliando a repercussão internacional do embate.

A manifestação do papa foi feita nesta segunda-feira (13), durante uma conversa com jornalistas a bordo do voo que partiu de Roma com destino à Argélia, na África. O posicionamento veio poucas horas depois de Trump ter publicado ataques direcionados ao pontífice em suas redes sociais durante a madrugada. O episódio adiciona um novo capítulo à relação já tensa entre ambos, especialmente em temas relacionados à política internacional e conflitos armados em diferentes regiões do mundo.

Ao ser questionado sobre as declarações do presidente norte-americano, Leão 14 foi direto ao afirmar que não se sente intimidado. Ele destacou que sua função não está relacionada a disputas políticas ou alinhamentos governamentais, mas sim à missão religiosa da Igreja. O papa reforçou que sua prioridade é levar a mensagem do Evangelho, que, segundo ele, deve ser entendida como um chamado à paz, ao diálogo e à reconciliação entre os povos.

“Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer”, afirmou o pontífice durante a conversa com a imprensa. A fala foi interpretada como uma resposta direta às críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, reforçando o tom de independência da liderança da Igreja Católica diante de pressões externas e de disputas políticas internacionais.

Leão 14 também fez questão de ressaltar que não pretende transformar sua atuação em um embate político direto com chefes de Estado. Segundo ele, a mensagem cristã muitas vezes acaba sendo distorcida quando inserida em debates políticos, o que pode gerar interpretações equivocadas sobre o papel da Igreja. Ele defendeu que sua atuação deve ser compreendida dentro de um contexto espiritual e humanitário, voltado à promoção da paz global.

O pontífice reafirmou ainda sua postura constante contra conflitos armados em diferentes partes do mundo. Ele declarou que continuará defendendo o diálogo como ferramenta central para a resolução de disputas internacionais e incentivando relações multilaterais entre países. Em sua visão, a escalada de guerras e tensões globais exige uma postura firme de autoridades religiosas em defesa de soluções pacíficas e da proteção de civis afetados pelos conflitos.

Durante a mesma conversa, Leão 14 destacou o sofrimento causado por guerras em diversas regiões e voltou a fazer apelos por cessar-fogo em áreas de conflito. Ele mencionou especialmente o Oriente Médio e o Sudão, pedindo a interrupção imediata das hostilidades e demonstrando preocupação com a situação humanitária nesses locais. As declarações ocorreram em um momento de crescente instabilidade internacional, ampliando o peso de sua fala diante da comunidade global.

Do outro lado, Donald Trump reagiu com novas críticas ao pontífice, chamando-o de “fraco” em publicações na rede Truth Social. O presidente norte-americano afirmou que o papa não teria firmeza suficiente em temas como segurança e política externa, além de discordar de seu posicionamento em relação ao Irã. Trump também afirmou preferir o irmão do pontífice, Louis, por alinhamento ao movimento político que defende, e sugeriu que a eleição de Leão 14 teria sido influenciada por fatores políticos internos da Igreja. O embate público entre os dois reforça o aumento das tensões entre discursos religiosos e políticos no cenário internacional atual.

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