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Relatório médico indica melhora de Bolsonaro após prisão domiciliar

O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou evolução considerada positiva, de acordo com relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (10). O documento foi apresentado pela defesa do político e indica uma melhora “satisfatória” no quadro clínico, cerca de duas semanas após a autorização para que ele cumpra pena em regime de prisão domiciliar.

Segundo as informações médicas, Bolsonaro vem respondendo bem ao tratamento e apresenta progressos consistentes desde que deixou o hospital. O relatório é assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, que acompanha o caso, e destaca uma redução significativa em sintomas que vinham causando desconforto ao ex-presidente, como crises recorrentes de soluços. Desde a transferência para casa, apenas um episódio foi registrado, indicando controle do quadro.

A mudança para o regime domiciliar ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a medida por um período inicial de 90 dias. A justificativa foi a necessidade de tratamento de uma broncopneumonia diagnosticada durante a internação. Desde então, Bolsonaro segue sob monitoramento médico contínuo, com foco na recuperação respiratória e no fortalecimento físico.

O ex-presidente havia recebido alta do Hospital DF Star no dia 27 de março, após permanecer internado por aproximadamente duas semanas. A internação teve início depois de um mal-estar registrado no dia 13 do mesmo mês, quando ele ainda cumpria pena em regime fechado. Após avaliação clínica, foi considerado que o ambiente domiciliar ofereceria melhores condições para o tratamento.

O relatório também detalha a rotina de reabilitação adotada. Bolsonaro está seguindo um protocolo rigoroso de fisioterapia três vezes por semana, aliado a sessões de reabilitação cardiorrespiratória realizadas seis vezes semanalmente. Além disso, foram introduzidos exercícios de fortalecimento muscular, especialmente voltados para os membros inferiores, com o objetivo de melhorar o equilíbrio e reduzir riscos de quedas — uma preocupação comum em quadros que envolvem debilidade física após internações prolongadas.

Apesar da evolução clínica, o contexto jurídico permanece inalterado. Bolsonaro foi condenado pelo STF por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, sendo apontado como líder de uma organização criminosa. A pena estabelecida foi de 27 anos e três meses de prisão, a mais elevada entre os condenados no processo. O cumprimento da pena em regime domiciliar, portanto, é uma medida excepcional e temporária, condicionada à sua recuperação de saúde.

Nos bastidores, o caso segue gerando forte repercussão política e jurídica. A melhora no estado de saúde pode influenciar futuras decisões sobre o regime de cumprimento da pena, mas qualquer mudança dependerá de novas avaliações médicas e da análise do STF. Enquanto isso, Bolsonaro permanece em casa, sob cuidados médicos e acompanhamento judicial — um cenário que mistura recuperação clínica com tensão institucional.

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