Salário mensal de Alexandre de Moraes no STF é revelado.

Além do subsídio, os ministros usufruem de férias remuneradas, 13.º salário, reembolso de despesas com passagens e hospedagem durante viagens oficiais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, assim como os demais membros da Corte, recebe um subsídio mensal de R$ 46.366,19, quantia que corresponde ao teto do funcionalismo público e está documentada no Portal da Transparência do STF.
Nomeado em 2017 pelo ex-presidente Michel Temer para ocupar a vaga deixada pela morte de Teori Zavascki, o ministro Alexandre de Moraes ganhou maior visibilidade pública ao relatar inquéritos de grande impacto, o que suscitou um aumento no interesse sobre sua remuneração e os descontos a ela aplicados.
No contracheque mais recente, o valor líquido recebido pelos ministros foi de aproximadamente R$ 27,6 mil, após a dedução de impostos e da contribuição previdenciária. Além do salário, os ministros têm direito a férias remuneradas, 13.º salário, reembolso de passagens e hospedagem em viagens oficiais, além de, em alguns casos, abono de permanência. No entanto, benefícios como auxílio-moradia e auxílio-alimentação, que são comuns a servidores, não se aplicam aos membros da Corte.
Remuneração, ajustes salariais e clareza nas informações
O subsídio atual decorre de um reajuste escalonado aprovado pelo Congresso em 2022, que será implementado entre 2023 e 2025 com o objetivo de uniformizar os salários nos três Poderes. Com isso, o valor de R$ 46,3 mil foi estabelecido como padrão para todos os ministros do Supremo Tribunal Federal. A divulgação das folhas de pagamento possibilita a análise das variações entre a remuneração bruta e a líquida, afetadas por fatores como férias, gratificações e outros proventos que são contabilizados em meses específicos.
Em junho de 2025, determinados documentos financeiros apresentaram valores brutos elevados em decorrência de verbas acumuladas. No mês seguinte, Alexandre de Moraes sofreu sanções aplicadas pelos Estados Unidos, com fundamento na Lei Magnitsky. Embora tais sanções não influenciem os pagamentos realizados pelo Supremo Tribunal Federal, podem impactar o acesso a serviços financeiros internacionais, incluindo instituições bancárias e plataformas de origem norte-americana.
Consequências das sanções e transparência no acesso a dados públicos
Autoridades brasileiras enfatizaram a autonomia do Judiciário em relação a pressões externas, enquanto especialistas apontaram possíveis restrições práticas, como a utilização de cartões e contas internacionais. Contudo, a remuneração do ministro Alexandre de Moraes e dos demais magistrados permanece inalterada no Brasil e é acessível a qualquer cidadão por meio do Portal da Transparência. Assim, dados sobre salários, deduções e benefícios são mantidos de forma pública e oficial.



