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Avó e neto são encontrados sem vida em casa

Na noite de sexta-feira (3), uma triste história abalou moradores de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A dona de casa Tertulia Bezerra da Silva Sousa, de 63 anos, e o neto Davi Correia de Sousa, de 13, foram encontrados sem vida dentro da residência da família, no bairro Jardim Laranjeiras. Segundo as primeiras informações das autoridades, o responsável pelo ocorrido foi o marido de Tertulia e avô do adolescente, de 64 anos. 

A notícia ganhou ainda mais repercussão após o relato emocionado de Lúcia Carreiro, filha de Tertulia e mãe de Davi. Em entrevista, ela descreveu a dor de retornar para casa e encontrar um vazio impossível de explicar. A família vivia em um mesmo terreno, mas em casas separadas. Lúcia morava em uma das residências com o filho, enquanto os pais ficavam na casa ao lado. Naquele dia, porém, ela estava em viagem, e Davi permaneceu sob os cuidados dos avós, com quem tinha forte ligação afetiva. 

Quem conhecia Tertulia a descreve como uma mulher dedicada à família e aos cuidados do lar. Era o tipo de pessoa sempre presente nos pequenos momentos do dia a dia, daqueles que parecem simples, mas se tornam eternos na memória: o café passado na hora, a casa organizada e o carinho com filhos e netos. Já Davi era lembrado como um adolescente alegre, estudioso e cheio de sonhos.

Apaixonado por futebol, ele adorava jogar bola e passava boa parte do tempo livre entre partidas com os primos e videogames. Como muitos meninos da sua idade, cultivava grandes planos para o futuro. Sonhava em se tornar jogador profissional e, quando mais novo, dizia que queria seguir carreira na polícia. Filho único, era o centro da vida da mãe e muito querido por toda a família. 

O caso também trouxe à tona relatos sobre dificuldades vividas dentro do ambiente familiar. Lúcia comentou que o pai enfrentava problemas relacionados ao consumo excessivo de álcool, uma situação que preocupava todos ao redor havia algum tempo. Ainda assim, nada fazia imaginar um desfecho tão doloroso, o que aumentou o sentimento de incredulidade entre parentes, vizinhos e amigos. 

Nas redes sociais e entre moradores da região, a comoção foi imediata. Em tempos em que debates sobre saúde emocional, convivência familiar e sinais de sofrimento têm ocupado espaço nas discussões públicas, histórias como essa reacendem a importância de atenção e acolhimento dentro de casa. Especialistas costumam destacar que mudanças bruscas de comportamento, isolamento e conflitos frequentes podem ser alertas importantes.

Enquanto as investigações seguem para esclarecer todos os detalhes, a cidade se une em solidariedade à única sobrevivente da família. O que permanece, acima de tudo, é a lembrança de uma avó dedicada e de um menino cheio de sonhos, cuja trajetória deixou marcas profundas em todos que fizeram parte de sua história.

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