Morre Juliana Faustino, aos 27 anos, em São Paulo

Em um trágico incidente ocorrido na Zona Leste de São Paulo, uma jovem mulher perdeu a vida após um mal súbito durante uma aula de natação em uma academia local. Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, era descrita por familiares e amigos como uma pessoa ativa e saudável, dedicada ao seu trabalho como professora em uma escola particular. O episódio, que chocou a comunidade, destaca os riscos potenciais associados à manutenção inadequada de instalações esportivas, levantando questões sobre segurança e fiscalização em estabelecimentos do gênero.
Juliana estava acompanhada de seu marido, Vinícius de Oliveira, de 31 anos, quando ambos decidiram participar de uma sessão de natação na academia C4 Gym, no bairro Parque São Lucas. O casal frequentava o local havia cerca de 11 meses, integrando as aulas como parte de uma rotina de exercícios regulares. No entanto, ao entrarem na piscina, notaram um odor e gosto anormais na água, o que inicialmente não os impediu de prosseguir, mas logo se transformou em um alerta preocupante.
Poucos minutos após o contato com a água, Juliana e Vinícius começaram a apresentar sintomas graves, incluindo falta de ar, ardência nos olhos e mal-estar generalizado. Outros frequentadores da piscina, incluindo um adolescente de 14 anos, também relataram desconfortos semelhantes, totalizando entre quatro e sete pessoas afetadas. A situação escalou rapidamente, exigindo intervenção imediata dos funcionários da academia, que acionaram serviços de emergência para socorro.
Os envolvidos foram transportados para o Hospital Santa Helena, em Santo André, na região do ABC Paulista. Enquanto Vinícius e o adolescente foram internados em estado grave, com necessidade de cuidados intensivos, o quadro de Juliana deteriorou-se de forma alarmante. Ela sofreu uma parada cardíaca e, apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu, vindo a óbito no último sábado.
A Polícia Civil de São Paulo iniciou uma investigação para apurar as causas do incidente, com foco principal em uma possível intoxicação por produtos químicos utilizados na manutenção da piscina. Um balde contendo cerca de 20 litros de uma mistura química foi apreendido para análise pericial, sugerindo que um excesso ou uso inadequado de cloro ou substâncias similares possa ter gerado vapores tóxicos. A academia, que operava sem alvará de funcionamento, foi interditada pela Vigilância Sanitária no dia seguinte ao ocorrido.
Esse caso expõe falhas no sistema de inspeção de academias e espaços de lazer, onde a ausência de licenças e protocolos rigorosos pode resultar em consequências fatais. Familiares de Juliana expressaram indignação, cobrando maior responsabilidade dos proprietários e autoridades competentes para evitar repetições. A comunidade local, sensibilizada, tem se mobilizado em redes sociais para compartilhar alertas sobre a importância de verificar a qualidade da água em piscinas públicas e privadas.
Por fim, o falecimento de Juliana serve como um lembrete doloroso da fragilidade da vida e da necessidade de priorizar a saúde e a segurança em atividades cotidianas. Enquanto a investigação prossegue, espera-se que medidas preventivas sejam implementadas para proteger usuários de estabelecimentos semelhantes, transformando essa tragédia em um catalisador para mudanças positivas na regulamentação do setor fitness no Brasil.



