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Bacabal: delegado se manifesta sobre mãe das crianças

As buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão, chegaram ao 24º dia sem que houvesse confirmação do paradeiro de Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro. Diante da repercussão do caso e da circulação de informações nas redes sociais, o delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, se pronunciou para esclarecer rumores que passaram a envolver a mãe das crianças, Clarice Cardoso.

Nos últimos dias, ganhou força nas redes a informação de que Clarice teria recebido um depósito de R$ 35 mil um dia antes do desaparecimento dos filhos, o que levantou suspeitas sobre uma possível participação no caso. Segundo o delegado, essa versão não procede. Ele afirmou que se trata de desinformação e alertou que a propagação de notícias falsas tem colocado a família das crianças em situação de risco.

De acordo com Ederson Martins, todas as informações que chegam às autoridades estão sendo rigorosamente verificadas, mas, até o momento, não há qualquer indício que aponte para envolvimento da mãe no desaparecimento. O delegado reforçou que nenhuma linha de investigação é descartada, porém destacou que boatos sem comprovação atrapalham o andamento do trabalho policial.

A principal hipótese investigada pela Polícia Civil segue sendo a de que as crianças tenham se perdido na mata da região. Apesar do intenso trabalho de busca, não foram encontrados vestígios diretos dos irmãos, como roupas ou objetos pessoais. Segundo o delegado, essa linha permanece como a mais consistente desde o início das investigações.

Até agora, a única evidência relacionada ao paradeiro dos irmãos foi o odor identificado em um casebre localizado em área de mata. Anderson Kauã, de oito anos — a única criança encontrada até o momento — confirmou que esteve no local com Ágatha e Allan, relatando que aquela foi a última vez em que viu os dois. As roupas localizadas durante as buscas pertenciam apenas a Anderson.

O delegado também afirmou que não há, até o momento, qualquer confirmação de sequestro ou participação de terceiros no desaparecimento. Segundo ele, as informações disponíveis indicam que as crianças estavam sozinhas quando desapareceram, caminhando pela região, sem registros que comprovem abordagem ou retirada forçada.

Outra informação amplamente divulgada, sobre um suposto avistamento das crianças em São Paulo, também foi descartada pelas autoridades. A Secretaria de Segurança Pública paulista informou que a denúncia anônima foi apurada, mas ficou constatado que as crianças vistas em um hotel na região central da capital não eram Ágatha Isabelly e Allan Michael.

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