Entrevista de Nikolas Ferreira traz revelação sobre atuação política

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta sexta-feira (6) que não pretende disputar o governo de Minas Gerais nas próximas eleições. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Café com Ferri, na qual o parlamentar deixou claro que sua estratégia política, neste momento, passa longe de uma candidatura ao Executivo estadual. Segundo ele, a decisão é fruto de um cálculo racional e não de falta de ambição eleitoral.
Nikolas explicou que disputar o Palácio Tiradentes agora significaria entrar em uma corrida sem a estrutura necessária para sustentar um projeto competitivo e duradouro. Para o deputado, governar um estado do tamanho de Minas Gerais exige mais do que visibilidade e votos: demanda base política sólida, articulação institucional e apoio consistente em diferentes esferas de poder. “Não basta competência. É preciso ter base de secretários, deputados estaduais, prefeitos e vereadores”, afirmou, ao defender que o momento é de construção, não de salto no escuro.
Durante a entrevista, o parlamentar foi direto ao afirmar que uma candidatura prematura o colocaria em posição vulnerável. Segundo ele, sem “poder real” e sem trânsito consolidado no Judiciário e na mídia, a disputa se tornaria um risco elevado. Em tom pragmático, resumiu a estratégia: abrir mão do presente para apostar no futuro. Para Nikolas, insistir agora seria apenas se transformar em alvo político antes da hora.
O deputado também avaliou que seu nome em uma disputa majoritária seria explorado por adversários ideológicos. Segundo ele, uma candidatura ao governo mineiro neste momento seria “um prato cheio para a esquerda”, justamente por ainda não existir uma retaguarda política suficientemente estruturada para sustentar embates mais amplos. A prioridade, reforçou, segue sendo Minas Gerais, mas dentro do papel que ele considera mais eficaz hoje: o Legislativo federal.
Na segunda-feira (2), Nikolas já havia confirmado que será candidato à reeleição como deputado federal. Em entrevistas recentes, ele destacou que sua atuação no Congresso ganhou projeção nacional e que sua voz tem impacto além das fronteiras mineiras. Para o parlamentar, permanecer na Câmara dos Deputados é, neste cenário, a melhor forma de fortalecer seu capital político e ampliar influência.
A declaração ocorre em meio a disputas internas no PL sobre a formação do palanque em Minas Gerais, num contexto de rearranjos nacionais liderados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República. O próprio senador já afirmou publicamente que Nikolas será candidato à reeleição, alinhando discurso e estratégia partidária.
Nos bastidores, a equação mineira ainda envolve o governador Romeu Zema (Novo), que avalia uma candidatura ao Planalto. Possíveis composições incluem desde uma chapa presidencial até alianças com outras siglas, como o PSD. Nesse tabuleiro complexo, a decisão de Nikolas soa menos como recuo e mais como jogo longo — daqueles que não rendem manchete explosiva agora, mas podem cobrar juros políticos no futuro.



