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Médico revela condição enfrentada pela cantora Maiara

A cantora Maiara, que integra a consagrada dupla sertaneja ao lado da irmã Maraisa, voltou a chamar a atenção do público ao falar abertamente sobre os impactos de uma condição de saúde que afeta diretamente sua aparência e autoestima. Nos últimos dias, a artista apareceu nas redes sociais exibindo seus cabelos naturais, sem o uso de apliques ou laces costumeiramente utilizados durante apresentações e compromissos profissionais. A revelação reacendeu o debate em torno da alopecia androgenética, doença hereditária e sem cura que acompanha a cantora há anos e que quase a levou à perda total dos fios.

A alopecia androgenética é popularmente conhecida como calvície e pode atingir tanto homens quanto mulheres, ainda que, no público feminino, o assunto seja menos discutido e frequentemente cercado de estigmas. No caso de Maiara, a condição tornou-se mais evidente após transformações físicas importantes pelas quais ela passou ao longo da última década, incluindo a cirurgia bariátrica realizada em 2018 e as intervenções posteriores para retirada de excesso de pele. Essas mudanças, somadas ao fator genético, contribuíram para um afinamento progressivo dos fios e para a diminuição visível do volume capilar.

Em entrevista concedida à revista CARAS, o dermatologista Elson Viana explicou que a alopecia androgenética está diretamente relacionada a fatores genéticos e hormonais. Segundo o especialista, pessoas com predisposição hereditária apresentam uma resposta alterada a um hormônio derivado da testosterona, o que provoca o afinamento gradual dos fios até que eles deixem de crescer. Esse processo ocorre de forma lenta, mas contínua, e pode se intensificar em períodos de alterações hormonais, estresse físico ou emocional e mudanças drásticas no corpo.

O tratamento para a alopecia androgenética exige acompanhamento constante e disciplina. De acordo com o médico, não existe cura definitiva para a condição, e o objetivo principal das terapias disponíveis é preservar os fios que ainda existem. Os medicamentos utilizados atuam tanto no bloqueio hormonal quanto na estimulação do crescimento capilar, prolongando a fase de desenvolvimento dos fios e reduzindo sua queda. O tratamento é contínuo e, uma vez interrompido, a progressão da calvície tende a retomar seu curso natural.

O dermatologista também ressaltou a importância do diagnóstico precoce. Os fios que já foram perdidos não podem ser regenerados por meio de medicamentos, o que torna fundamental iniciar o tratamento logo nos primeiros sinais da doença. Em alguns casos, o transplante capilar pode ser indicado como complemento terapêutico. No entanto, o procedimento não é considerado curativo, pois apenas redistribui os fios em áreas onde já não há crescimento, sendo indispensável a manutenção medicamentosa para controlar a evolução da alopecia.

Além das questões relacionadas aos cabelos, Maiara passou por mudanças profundas em seu corpo e em sua rotina nos últimos anos. A perda significativa de peso, as cirurgias plásticas e a intensa exposição pública fizeram parte de um processo de transformação que também exigiu adaptação emocional. Ao falar abertamente sobre a alopecia androgenética, a cantora contribui para ampliar o debate sobre saúde capilar feminina e para reduzir o tabu em torno de condições que, embora comuns, ainda são tratadas com silêncio e preconceito.

Ao compartilhar sua experiência, Maiara reforça a importância da informação e do cuidado contínuo com a saúde, além de destacar que padrões estéticos impostos pela indústria do entretenimento nem sempre refletem a realidade de quem vive sob os holofotes. Sua postura transparente tem sido vista por muitos fãs como um gesto de coragem e identificação, abrindo espaço para discussões mais honestas sobre autoestima, genética e aceitação.

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