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Delegada casada com o autor do homicídio de Gari é indiciada por prevaricação

Na tarde da última quinta-feira, 11 de setembro, a Corregedoria da Polícia Civil finalizou a investigação interna referente à morte do gari Laudemir Fernandes e decidiu pelo indiciamento da delegada Ana Paula Lamego Balbino.

A delegada possuía a arma utilizada por Renê Júnior, seu cônjuge, durante a prática do crime. A Corregedoria da Polícia afirma não ter dúvidas quanto à ocorrência de prevaricação.

A delegada já havia sido indiciada por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, uma vez que, na qualidade de agente de segurança, não deveria ter permitido que seu marido utilizasse o armamento.

A Polícia Civil divulgou uma nota à imprensa informando que concluiu e encaminhou à Justiça o inquérito policial sobre a morte do gari Laudemir de Souza Fernandes. O inquérito resultou no indiciamento de uma servidora, sob a suspeita de ter cometido o crime de prevaricação, conforme estipulado no artigo 319 do Código Penal.

A nota também ressalta que a delegada terá assegurado o pleno acesso aos direitos legais, incluindo ampla defesa e o direito ao contraditório. Pouco tempo após o homicídio de Laudemir, Ana Paula decidiu se afastar de suas atividades em decorrência de orientação médica.

A prevaricação ocorre quando um servidor público falha em cumprir as obrigações de seu cargo ou atua de maneira contrária à lei, visando atender a interesses pessoais. A penalidade para esse crime pode atingir até um ano de reclusão.

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