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Polícia encontra algo inusitado na cabeça de corretora morta

A investigação sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, ganhou novos contornos após a confirmação de que a perícia encontrou uma bala alojada na cabeça da vítima. O caso, que chocou moradores de Caldas Novas, em Goiás, vinha sendo tratado inicialmente como um desaparecimento, já que Daiane não era vista desde o dia 17 de dezembro. O corpo foi localizado apenas semanas depois, em uma área de mata, e a descoberta do projétil reforçou a tese de homicídio com uso de arma de fogo.

Segundo informações apuradas pelas autoridades, o principal suspeito do crime é Cléber Rosa de Oliveira, síndico do condomínio onde a corretora morava. Ele confessou o assassinato e indicou à polícia o local onde havia ocultado o corpo. Mesmo com a confissão, os investigadores seguem trabalhando para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime, já que ainda existem pontos obscuros, como o local exato onde o disparo ocorreu e a ausência de relatos de barulho de tiros por parte dos vizinhos no dia do desaparecimento.

A Polícia Civil informou que, até o momento, a arma supostamente utilizada no crime não foi apresentada. Além disso, as buscas realizadas tanto no subsolo do prédio quanto no veículo do suspeito não encontraram vestígios aparentes de sangue, o que aumenta o desafio da perícia. Um elemento considerado crucial foi a localização do celular da vítima, encontrado dentro de uma tubulação de esgoto na garagem do edifício, indicando uma possível tentativa de ocultar provas logo após o crime.

De acordo com a principal linha de investigação, Daiane teria sido morta no subsolo do condomínio. A suspeita é de que o corpo tenha sido colocado na caçamba da caminhonete do síndico e transportado até a área de mata onde foi abandonado. Todo esse trajeto, segundo a polícia, pode ter ocorrido em poucos minutos, o que explicaria a dificuldade inicial para levantar suspeitas e a falta de testemunhas diretas do ocorrido.

Para esclarecer contradições no depoimento do suspeito e entender se um disparo poderia passar despercebido, a polícia realizou uma reconstituição do crime. Durante a simulação, foram efetuados disparos controlados dentro do prédio, com o objetivo de verificar se o som seria audível nos apartamentos. Os moradores foram avisados previamente para evitar pânico. O delegado responsável destacou que o procedimento é técnico e fundamental para confrontar a versão apresentada pelo acusado com as evidências coletadas.

A cronologia do desaparecimento também foi reconstruída a partir de imagens de câmeras de segurança e vídeos gravados pela própria vítima. Nas últimas imagens conhecidas, Daiane aparece mostrando o apartamento sem energia elétrica, descendo até a portaria para questionar a falta de luz e, em seguida, indo ao subsolo para verificar o relógio de energia. Ela chegou a gravar um vídeo durante esse trajeto, mas o material não foi enviado a ninguém. Pouco depois, ela desapareceu, encerrando uma sequência que agora é peça-chave para a polícia compreender como o crime aconteceu e responsabilizar todos os envolvidos.

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