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Relatório da PM sobre Bolsonaro é encaminhado ao STF

O relatório produzido pela Polícia Militar do Distrito Federal trouxe novos detalhes sobre a rotina diária do ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da PM, conhecido como “Papudinha”, onde ele cumpre pena por decisão do Supremo Tribunal Federal. O documento descreve aspectos logísticos, procedimentos de segurança, horários e condições oferecidas ao ex-chefe do Executivo, em meio a um cenário de forte repercussão política e institucional.

Segundo o relatório, a rotina de Bolsonaro segue protocolos específicos aplicados a custodiados de alta relevância, com vigilância constante e controle rigoroso de acesso. O ex-presidente permanece em uma área isolada do batalhão, separada dos demais internos, medida adotada tanto por razões de segurança quanto para evitar incidentes. A PM destaca que o espaço destinado a ele passou por adaptações para atender exigências mínimas de segurança e saúde.

O documento aponta que Bolsonaro acorda nas primeiras horas da manhã e tem horários definidos para alimentação, higiene pessoal e momentos de descanso. A alimentação, conforme descrito, segue orientações médicas específicas, já que o ex-presidente enfrenta restrições alimentares e dificuldades digestivas relatadas por seus advogados e visitantes autorizados. As refeições são preparadas sob supervisão e entregues diretamente no local onde ele permanece custodiado.

Ainda de acordo com o relatório, visitas são rigidamente controladas e dependem de autorização judicial. Até o momento, apenas advogados, médicos e representantes religiosos previamente liberados puderam ter contato com Bolsonaro. A PM ressalta que não há circulação livre no interior da unidade e que todo deslocamento do ex-presidente ocorre com escolta, mesmo dentro das dependências do batalhão.

O texto também detalha as condições de repouso. Bolsonaro dorme em um ambiente monitorado, com iluminação controlada e presença constante de agentes. A corporação registra que ele faz uso de medicação para conseguir dormir, informação que já havia sido mencionada por pessoas próximas após visitas recentes. O relatório evita avaliações subjetivas, mas reconhece que o custodiado apresenta sinais de fragilidade física, acompanhados de perto pela equipe médica.

Outro ponto abordado é a assistência à saúde. A Polícia Militar informa que Bolsonaro é avaliado periodicamente por profissionais, com registros médicos atualizados e possibilidade de remoção hospitalar caso seja identificada qualquer intercorrência grave. O relatório reforça que, até o momento, não houve necessidade de transferência emergencial, embora o estado de saúde seja classificado como “delicado”, exigindo atenção contínua.

No campo da segurança, o documento enfatiza que o batalhão opera em nível máximo de alerta desde a chegada do ex-presidente. Policiais foram deslocados exclusivamente para a função de custódia, e o entorno da unidade passou a ter patrulhamento reforçado. A PM cita ainda o monitoramento de possíveis ameaças externas e manifestações, considerando o potencial de mobilização política envolvendo apoiadores e críticos de Bolsonaro.

Por fim, o relatório destaca que todas as medidas adotadas seguem determinações judiciais e normas legais aplicáveis, buscando garantir tanto a integridade física do custodiado quanto a ordem institucional. A divulgação do documento ocorre em meio a pedidos da defesa por prisão domiciliar, argumento que se apoia justamente nas condições de saúde descritas. Enquanto o Judiciário avalia essas solicitações, a rotina detalhada pela PM evidencia um regime de custódia restritivo, altamente controlado e cercado de atenção política, jurídica e social.

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