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Mãe de menina autista que desapareceu em MG faz apelo

O desaparecimento da pequena Alice Maciel Lacerda Lisboa, de apenas três anos, transformou a rotina tranquila da zona rural de Jeceaba, em Minas Gerais, em um cenário de tensão e espera. Nesta sexta-feira, o caso ganhou novos contornos e passou a mobilizar ainda mais atenção após a mãe da criança, Karine Maciel, usar as redes sociais para fazer um apelo emocionado, levantando a possibilidade de que a filha tenha sido levada por alguém.

Com a voz embargada e palavras diretas, Karine falou como mãe, não como personagem de uma notícia. Em sua mensagem, ela pediu que, caso alguém esteja com a menina, que a devolva. Reforçou que Alice é autista, necessita de cuidados constantes e tem uma rotina muito próxima da família. Segundo o relato, a criança passa a maior parte do tempo com a mãe e com o irmão gêmeo, que sente profundamente sua ausência. O pedido, simples e humano, tocou quem acompanhava o caso pelas redes sociais.

Enquanto isso, no campo, as buscas não pararam. As forças de segurança já ultrapassaram 24 horas de operação contínua na tentativa de localizar a menina. O trabalho começou na tarde de quinta-feira, por volta das 14h30, e foi sendo ampliado conforme o passar das horas. Atualmente, a ação conta com 21 militares do Corpo de Bombeiros, policiais militares, cães farejadores treinados e drones equipados com câmeras térmicas, capazes de identificar sinais de calor corporal mesmo em áreas de mata fechada.

O desafio enfrentado pelas equipes é grande. A área de varredura compreende cerca de 40 hectares, o equivalente a aproximadamente 40 campos de futebol. Trata-se de um terreno irregular, com vegetação densa, trilhas naturais e pontos de difícil acesso. Cada metro precisa ser observado com atenção, o que torna o avanço lento e exige um esforço físico intenso dos profissionais e voluntários envolvidos.

Além da tecnologia e da experiência dos agentes, a solidariedade da comunidade tem sido fundamental. Moradores da região se juntaram às buscas, oferecendo apoio, informação sobre o terreno e ajuda direta na varredura. Em cidades menores, como Jeceaba, esse tipo de mobilização coletiva costuma fazer diferença, especialmente quando o tempo é um fator crucial.

De acordo com os familiares, Alice desapareceu enquanto brincava no quintal da casa da avó. Em um momento de descuido, a menina teria conseguido abrir a porteira da propriedade e saiu sozinha, sem que ninguém percebesse. Pouco tempo depois, ao notarem sua ausência, os familiares iniciaram as buscas e acionaram as autoridades.

O fato de Alice ser autista não verbal torna o trabalho ainda mais delicado. Ela pode não responder a chamados ou sons, o que reduz a eficácia de buscas baseadas apenas em comunicação verbal. Por isso, o uso de drones térmicos e cães farejadores se tornou essencial na estratégia montada pelas forças de segurança.

A cada hora que passa, cresce a expectativa por uma boa notícia. O apelo da mãe, somado ao esforço conjunto das equipes e da população, mantém viva a esperança de um desfecho positivo. As autoridades seguem pedindo que qualquer informação seja repassada imediatamente pelos canais oficiais.

Jeceaba vive dias de apreensão, mas também de união. Em meio à angústia, permanece a confiança de que Alice será encontrada e poderá retornar ao convívio da família, que segue aguardando, entre orações, apoio e a força que só quem ama profundamente consegue reunir.

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