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Flávio Bolsonaro lamenta morte e comove o Brasil com desabafo

O falecimento do cão Orelha, ocorrido no início de janeiro em Florianópolis, continua gerando reflexos muito além das fronteiras de Santa Catarina. O episódio, que ganhou grande visibilidade nas redes sociais e nos principais portais de notícias do país, passou a integrar um debate mais amplo sobre proteção animal, responsabilidade e o papel do Estado diante de situações de violência contra a fauna.

Nesta semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas plataformas digitais para se manifestar sobre o caso. Em uma publicação na rede social X, o parlamentar classificou o ocorrido como uma brutalidade injustificável e demonstrou solidariedade aos protetores do animal. A fala repercutiu rapidamente, sendo compartilhada por apoiadores e também por pessoas que, mesmo fora de seu campo político, concordaram com o posicionamento.

Flávio destacou que atitudes dessa natureza não podem ser tratadas com relativização, independentemente da idade de quem as pratica. Para ele, atos violentos contra animais revelam falhas graves de formação e exigem resposta firme do sistema legal. O senador defendeu a aplicação de punições e o fortalecimento de leis mais rígidas, reforçando que a proteção dos animais está diretamente ligada a valores básicos de convivência e humanidade.

Em tom mais pessoal, o congressista mencionou sua experiência como tutor de animais. Segundo ele, quem convive com um bicho de estimação entende o vínculo que se cria no dia a dia, feito de cuidado, rotina e afeto. Perder um animal de forma abrupta e agressiva, afirmou, provoca um sentimento difícil de descrever, que vai além da simples perda material. Essa vivência, segundo Flávio, reforça a necessidade de empatia e de ações concretas para evitar que situações semelhantes se repitam.

O caso do cão Orelha ocorreu no dia 4 de janeiro, em uma região de alto padrão da capital catarinense. O animal era conhecido como cão comunitário, cuidado por moradores da área e presença constante nas redondezas. Após sofrer agressões, foi encaminhado para avaliação veterinária, mas acabou não resistindo, sendo submetido à eutanásia após exames apontarem lesões incompatíveis com a recuperação.

As investigações avançaram ao longo das semanas seguintes. A polícia identificou quatro menores de idade como possíveis envolvidos no episódio. Além disso, três familiares adultos foram indiciados sob suspeita de intimidação de uma pessoa que colaborou com o inquérito. O processo segue em andamento, sob acompanhamento atento da sociedade e de entidades ligadas à causa animal.

A repercussão do caso se encaixa em um momento de forte mobilização social neste fim de janeiro de 2026. O tema dos maus-tratos voltou ao centro das discussões, com pedidos por endurecimento da legislação e por políticas públicas mais eficazes de educação e prevenção. Protestos pacíficos, campanhas digitais e manifestações de apoio se espalharam por diversas cidades.

O posicionamento de Flávio Bolsonaro soma-se ao de outras figuras públicas, como a primeira-dama Janja, evidenciando uma rara convergência entre diferentes espectros políticos. Em meio a divergências frequentes, o bem-estar animal surge como um ponto de consenso, mostrando que algumas pautas conseguem ultrapassar barreiras ideológicas quando tocam valores essenciais da sociedade.

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