SBT não tem motivos para sorrir com nova notícia: “Amargou”

O Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) atravessa um período desafiador em termos de audiência, com indicadores que apontam para uma necessidade urgente de ajustes estratégicos. A emissora, conhecida por sua programação variada e acessível, tem registrado quedas significativas em diversas faixas horárias, o que compromete sua posição no mercado de televisão aberta. Esse cenário reflete não apenas problemas internos, mas também as transformações no hábito de consumo de mídia, impulsionadas pelo avanço das plataformas digitais.
Os dados recentes revelam que programas tradicionais, tanto no entretenimento quanto no jornalismo, não conseguiram manter os níveis de audiência esperados, mesmo após tentativas de reformulação de formato e horário. Na Grande São Paulo, principal praça de medição, o SBT tem marcado algumas das piores médias históricas recentes, com índices que por vezes ficam abaixo de 2 pontos. Essa performance fraca tem gerado preocupação na alta direção, pois impacta diretamente na atratividade para anunciantes e na competitividade frente a rivais como Globo e Record.
Diante desse quadro, a emissora iniciou um amplo processo de reformulação da grade de programação. A estratégia envolve ajustes estruturais, com o objetivo de revitalizar faixas horárias críticas e atrair de volta o público perdido. Entre as medidas em consideração, destaca-se o reforço no jornalismo, visando maior credibilidade e relevância em tempos de notícias instantâneas nas redes sociais.
Outra vertente da reformulação é a retomada de marcas clássicas do SBT, que evocam nostalgia e fidelidade entre os telespectadores mais antigos. Programas que fizeram história na emissora podem ser resgatados ou adaptados, integrando elementos que resgatem a essência familiar e descontraída que marcou sua identidade ao longo das décadas. Essa abordagem busca equilibrar tradição com inovação, sem perder o apelo popular.
Além disso, há uma aposta clara em conteúdos voltados ao público familiar, priorizando entretenimento leve, novelas e atrações interativas que possam competir com o streaming. A direção avalia cortes em programas que não alcançaram o retorno esperado, promovendo reposicionamentos para otimizar o fluxo da grade e maximizar o engajamento diário.
Internamente, o momento é visto como uma fase de reposicionamento estratégico, em meio a um ecossistema midiático cada vez mais fragmentado. A concorrência não se limita às emissoras tradicionais, mas inclui serviços de vídeo sob demanda e redes sociais, que capturam a atenção de gerações mais jovens. O SBT reconhece a necessidade de se adaptar a essas mudanças, investindo em uma programação mais dinâmica e conectada com as demandas atuais.
A expectativa é que essas alterações ajudem a recuperar parte do público e fortaleçam a identidade da emissora nos próximos meses. Com uma visão otimista, a direção acredita que, ao combinar elementos comprovados com inovações pontuais, o SBT possa retomar sua relevância no panorama da TV aberta brasileira, garantindo sustentabilidade a longo prazo.



