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Deputado Diógenes Quintero está entre mortos do avião que caiu; ninguém sobreviveu

Na manhã desta quarta-feira, 28 de janeiro, a Colômbia amanheceu com uma notícia que rapidamente ganhou espaço nos noticiários e nas redes sociais. A queda de uma aeronave no departamento de Norte de Santander resultou na morte de 15 pessoas e trouxe novamente à tona debates sobre segurança aérea em regiões de geografia complexa do país. O voo fazia o trajeto entre Cúcuta e Ocaña, duas cidades próximas, mas separadas por áreas montanhosas que exigem atenção redobrada das autoridades e das companhias aéreas.

A aeronave, um Beechcraft 1900 de matrícula HK-4709, era operada pela empresa Searca a serviço da Satena, companhia estatal colombiana. A decolagem ocorreu às 11h42 no aeroporto Camilo Daza, em Cúcuta, com previsão de pouso pouco mais de 20 minutos depois, no aeroporto Aguas Claras. No entanto, por volta das 11h54, o contato com o controle de tráfego aéreo foi interrompido, dando início a uma corrida contra o tempo para localizar o avião.

Assim que o desaparecimento foi confirmado, equipes de resgate foram mobilizadas. A busca se mostrou difícil desde o início. A região entre os municípios de La Playa de Belén e Hacarí é marcada por relevo íngreme e, naquele momento, estava coberta por neblina. Horas mais tarde, agricultores da zona rural de Hacarí localizaram os destroços em um terreno inclinado, informação que permitiu a chegada das autoridades ao local.

Entre as vítimas fatais estavam nomes conhecidos da política regional. O deputado federal Diógenes Quintero, de 36 anos, e o candidato a deputado Carlos Salcedo estavam a bordo. Quintero exercia mandato desde 2022 e tinha uma trajetória ligada à defesa dos direitos humanos. Natural de Agua Blanca, na região de Catatumbo, ele iniciou a vida pública como ouvidor municipal e, mais tarde, atuou como ouvidor regional em Ocaña. Sua equipe confirmou o falecimento por meio de um comunicado oficial divulgado nas redes sociais.

Além dos dois políticos, a aeronave transportava Natália Cristina Acosta Salcedo, integrante da equipe parlamentar, outros passageiros e os dois tripulantes: o capitão Miguel Vanegas e o copiloto José de la Vega. A confirmação oficial de que não havia sobreviventes foi feita pela ministra dos Transportes, María Fernanda Rojas, durante uma coletiva de imprensa. Segundo ela, as equipes chegaram ao local com esperança, mas o cenário encontrado não permitiu um desfecho diferente.

Com o encerramento das buscas, iniciou-se a fase de investigação. A Satena informou que todos os protocolos de emergência foram acionados em conjunto com a Aeronáutica Civil. O diretor do órgão, Luis Alfonso Martínez Chiment, anunciou a abertura de uma investigação técnica para apurar as causas do acidente. Entre os pontos que serão analisados estão as condições meteorológicas no momento do voo e a possibilidade de falhas mecânicas.

Enquanto as autoridades trabalham para esclarecer o que aconteceu, o país acompanha com atenção e respeito o luto das famílias e colegas das vítimas. Em meio a homenagens e mensagens de solidariedade, permanece a expectativa de que as conclusões da investigação contribuam para evitar que tragédias semelhantes se repitam.

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