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Após pastor receber condenação contra menina no MT, seu corpo é encontrado em praça pública

O mês de janeiro de 2026 caminha para o fim deixando mais um episódio que chama a atenção para a realidade da violência em diferentes regiões do país. Desta vez, o caso ocorreu no Centro-Oeste, mais precisamente em Juara, município localizado no interior de Mato Grosso, conhecido pelo ritmo tranquilo e pela rotina típica de cidades de médio porte. Foi justamente em uma praça da área central, espaço geralmente associado ao convívio e ao lazer, que a tarde da última terça-feira, dia 27, terminou de forma abrupta.

Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, o clérigo Altair da Silva Santos, de 46 anos, foi abordado por dois homens que estavam em uma motocicleta. Em poucos segundos, disparos foram efetuados e os suspeitos fugiram logo em seguida, sem deixar pistas imediatas. A ação foi rápida, à luz do dia, e causou surpresa entre moradores e comerciantes da região, que relataram momentos de tensão e incredulidade após o ocorrido.

Altair era reeducando da Unidade Prisional de Juara e cumpria pena em regime semiaberto. Ele havia sido condenado em 2024 a 12 anos de reclusão, após decisão da Justiça relacionada a um crime cometido no ano anterior. O caso envolveu uma criança de 11 anos de idade, integrante de uma família que frequentava a instituição religiosa onde o condenado exercia suas atividades. O processo teve ampla repercussão local à época, principalmente pelo impacto social e emocional gerado na comunidade.

No momento do ocorrido, Altair participava de um programa de ressocialização firmado por meio de convênio com a administração municipal. Ele realizava serviços de zeladoria urbana, iniciativa que, segundo o poder público, busca oferecer oportunidades de reintegração social a pessoas privadas de liberdade que atendem aos critérios legais. Programas desse tipo são comuns em diversas cidades brasileiras e costumam gerar debates entre quem defende a ressocialização e quem questiona sua eficácia.

A investigação do caso ficou sob responsabilidade da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da divisão especializada em homicídios. Até o fechamento desta reportagem, não havia informações confirmadas sobre a identidade dos autores nem sobre a motivação exata do ataque. As autoridades trabalham com diferentes linhas de apuração, analisando imagens de câmeras próximas, possíveis testemunhas e o histórico recente da vítima.

O corpo passou por exames no Instituto de Medicina Legal e foi liberado para os familiares. Os ritos fúnebres estão previstos para esta quarta-feira, dia 28, em cerimônia restrita. O clima na cidade é de cautela, com reforço no patrulhamento e conversas frequentes sobre segurança pública, tema que costuma ganhar força sempre que episódios assim acontecem.

Além do impacto imediato, o caso também reacende discussões importantes sobre prevenção, acolhimento e apoio às vítimas de violência sexual. Canais como o Ligue 180 e o Disque 100 continuam sendo ferramentas essenciais para denúncias, orientação e suporte psicológico e jurídico. Especialistas reforçam que buscar ajuda é um passo fundamental para interromper ciclos de violência e proteger crianças, adolescentes e famílias inteiras.

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