Delegada da PCPR morre aos 35 anos poucos dias após dar a luz ao filho

A morte da delegada da Polícia Civil do Paraná, Natália Fagundes Morari, aos 35 anos, causou comoção no sudoeste do estado e repercutiu entre colegas de profissão e moradores da região. O falecimento ocorreu na manhã de domingo (25), em Dois Vizinhos, cidade onde ela exercia suas funções desde que ingressou na corporação. Natália deixa o filho Raul, com apenas 16 dias de vida, o esposo, que também é delegado da PCPR, além dos pais e duas irmãs.
Natural de uma geração que viu a segurança pública passar por transformações importantes, Natália ingressou oficialmente na Polícia Civil em 1º de julho de 2022. Desde então, estava lotada na 60ª Delegacia Regional de Polícia de Dois Vizinhos. Em pouco mais de dois anos de atuação, construiu uma reputação marcada pelo comprometimento com o trabalho, postura profissional e atenção no atendimento à população. Colegas destacam que ela encarava a rotina policial com seriedade, mas sem perder o olhar humano, algo cada vez mais valorizado no serviço público.
Nos corredores da delegacia e em conversas informais entre servidores, o sentimento predominante é de incredulidade. Apesar do tempo relativamente curto na carreira, Natália conseguiu deixar sua marca. Atuava em investigações, no atendimento ao público e na organização interna da unidade, sempre com disposição para colaborar. A própria Polícia Civil do Paraná, em nota oficial, ressaltou sua dedicação e o impacto positivo de sua atuação na comunidade local.
O momento pessoal vivido pela delegada torna a perda ainda mais sensível. Há apenas 16 dias, Natália havia se tornado mãe do pequeno Raul, fruto do relacionamento com o delegado Rafael Tavares, que trabalha na mesma delegacia. Amigos próximos relatam que ela vivia uma fase de expectativa e planos, conciliando os desafios da maternidade recente com o amor pela profissão que escolheu seguir. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a causa da morte, o que mantém um clima de respeito e silêncio em torno do caso.
O velório ocorreu na segunda-feira (26), a partir das 8h, no Crematório Jardim das Oliveiras, localizado na PR-483, em Francisco Beltrão. Familiares, amigos, colegas de trabalho e representantes de diferentes forças de segurança compareceram para prestar as últimas homenagens. A cerimônia e a cremação estavam previstas para o período da tarde, sem horário definido, seguindo a vontade da família.
Em um cenário nacional em que o papel das mulheres na segurança pública vem ganhando mais visibilidade, a trajetória de Natália também simboliza esse avanço. Delegadas, investigadoras e escrivãs têm ocupado espaços antes majoritariamente masculinos, trazendo novas perspectivas para a atuação policial. A história de Natália se soma a esse movimento, deixando um legado que vai além dos registros funcionais.
A lembrança que permanece é a de uma profissional dedicada, uma mãe em início de jornada e uma mulher que construiu laços fortes por onde passou. Em Dois Vizinhos e na Polícia Civil do Paraná, seu nome segue associado ao compromisso com o serviço público e ao respeito às pessoas que atendia diariamente.



