Morte de querido empresário é confirmada

A aviação brasileira amanheceu de luto neste sábado, 24, com a notícia da morte de Constantino Júnior, fundador da Gol Linhas Aéreas Inteligentes e presidente do conselho de administração da companhia. Aos 57 anos, o empresário travava uma longa batalha contra um câncer, enfrentada com discrição e dedicação contínua ao setor que marcou sua trajetória profissional. A confirmação do falecimento rapidamente repercutiu no mercado e entre profissionais da aviação, evidenciando a dimensão de sua importância para o transporte aéreo no país.
Em nota oficial, a Gol destacou o impacto humano e profissional de Constantino Júnior, ressaltando seu legado como empreendedor e líder visionário. “Neste dia de enorme tristeza, a companhia se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado”, afirmou a empresa. A manifestação reflete não apenas o pesar institucional, mas também o reconhecimento de uma liderança que ajudou a transformar o modelo de aviação comercial no Brasil ao longo das últimas décadas.
Filho do empresário Nenê Constantino, um dos nomes mais influentes do setor de transportes no país, Constantino Júnior construiu sua própria identidade no mundo corporativo. Ao lado do irmão, Henrique Constantino, seguiu os passos da família, mas imprimiu um estilo próprio de gestão, marcado pela inovação, foco em eficiência operacional e atenção às mudanças no comportamento do consumidor. Sua atuação foi decisiva para consolidar novos padrões de competitividade no mercado aéreo nacional.
Apaixonado por aviação desde cedo, Constantino Júnior fundou a Gol em 2001, em um momento de profundas transformações no setor. A proposta da companhia, baseada em tarifas mais acessíveis e processos otimizados, ampliou o acesso ao transporte aéreo e contribuiu para a popularização das viagens de avião no Brasil. À frente da empresa como Diretor-Presidente, cargo que ocupou até 2004, ele liderou uma fase de crescimento acelerado e de forte posicionamento da marca.
Após deixar a função executiva, Constantino Júnior manteve presença estratégica na companhia. Tornou-se membro do Conselho de Administração em 2004 e, em 2012, assumiu a presidência do colegiado, papel no qual atuou até seus últimos dias. Nessa posição, acompanhou momentos desafiadores do setor, incluindo crises econômicas e mudanças regulatórias, sempre defendendo decisões voltadas à sustentabilidade e ao fortalecimento institucional da empresa.
Além de sua atuação na Gol, o empresário também teve papel relevante no cenário internacional da aviação. Ele era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA, holding que controla a Gol e a Avianca, companhia colombiana. A criação do grupo marcou um novo capítulo de integração regional, ampliando a presença das empresas latino-americanas em um mercado cada vez mais competitivo e globalizado.
A morte de Constantino Júnior encerra uma trajetória marcada por visão estratégica, coragem empresarial e compromisso com o desenvolvimento do setor aéreo. Seu legado permanece vivo na estrutura que ajudou a construir, nas milhares de pessoas que tiveram acesso ao transporte aéreo por meio de suas iniciativas e na influência duradoura sobre a aviação brasileira e latino-americana. Em um momento de despedida, o mercado se volta não apenas para a perda, mas para a herança de inovação e liderança deixada por um dos nomes mais relevantes da história recente da aviação no país.



