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Ataque a tiros deixa ao menos 12 pessoas mortas e 11 feridas em campo de futebol

Um trágico ataque armado abalou a cidade de Salamanca, no estado de Guanajuato, no México, no último domingo, 25 de janeiro de 2026. Durante uma partida de futebol amador em um campo local, atiradores abriram fogo contra os presentes, resultando em 11 mortes e 12 feridos. O incidente ocorreu logo após o término do jogo, transformando um momento de lazer em uma cena de terror. Testemunhas relataram pânico generalizado, com pessoas correndo em busca de abrigo enquanto os disparos ecoavam pelo local.

Entre as vítimas fatais, dez morreram no local do ataque, e uma veio a óbito no hospital devido aos ferimentos graves. Os feridos incluem uma mulher e uma criança, destacando a indiscriminada violência que atingiu civis inocentes. Equipes de emergência responderam rapidamente, transportando os sobreviventes para hospitais próximos, onde receberam atendimento médico urgente. A comunidade local ficou em choque, com relatos de famílias desesperadas em busca de informações sobre seus entes queridos.

Guanajuato é uma das regiões mais afetadas pela violência no México, conhecida por disputas entre cartéis de drogas que controlam rotas de tráfico e territórios. Salamanca, em particular, tem sido palco de confrontos frequentes envolvendo grupos criminosos rivais, como o Cartel Jalisco Nueva Generación e o Cartel Santa Rosa de Lima. Esses conflitos frequentemente se estendem a áreas civis, como eventos esportivos, onde a população se torna alvo colateral de retaliações e demonstrações de poder.

As autoridades mexicanas, incluindo a polícia estadual e federal, iniciaram uma investigação imediata para identificar os responsáveis pelo massacre. Forças de segurança foram mobilizadas para patrulhar a área e evitar novos incidentes, enquanto peritos forenses coletavam evidências no campo de futebol. O governador de Guanajuato condenou o ato como um “ato covarde” e prometeu reforçar medidas de combate ao crime organizado na região.

O impacto psicológico na comunidade é profundo, com moradores expressando medo de frequentar espaços públicos. Eventos esportivos amadores, que servem como válvula de escape para o estresse diário, agora são vistos com desconfiança. Líderes comunitários pedem maior presença policial e programas de prevenção à violência, argumentando que a impunidade alimenta o ciclo de terror.

Esse ataque reflete a crise mais ampla de segurança no México, onde milhares de vidas são perdidas anualmente devido à guerra entre cartéis e forças governamentais. Apesar de esforços nacionais para desmantelar essas organizações, a corrupção e a infiltração em instituições locais complicam o progresso. A sociedade civil clama por reformas urgentes, incluindo investimentos em educação e emprego para dissuadir o recrutamento de jovens pelos grupos criminosos.

Em meio à dor, surge uma chamada por solidariedade internacional, com apelos para que governos estrangeiros apoiem o México na luta contra o narcotráfico. Enquanto as famílias das vítimas lidam com o luto, o incidente serve como lembrete sombrio da necessidade de ações coordenadas para restaurar a paz em regiões assoladas pela violência.

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