Morre aos 74 anos Bira Haway, pai de querido cantor

A morte de Bira Haway, aos 74 anos, provocou forte comoção no meio musical e entre fãs do pagode neste domingo, 25 de janeiro de 2026. Produtor musical respeitado e figura fundamental na história do Grupo Molejo, Bira ficou conhecido não apenas por sua trajetória profissional, mas também por ser pai de Anderson Leonardo, ex-vocalista da banda, falecido em abril de 2024. A informação foi confirmada oficialmente pelas redes sociais do próprio Molejo.
Em nota publicada nas plataformas digitais, os integrantes da banda prestaram uma homenagem emocionada, destacando a importância de Bira Haway na construção da carreira do grupo. Segundo o comunicado, ele foi mais do que um produtor: atuou como orientador, líder e figura paterna para todos os músicos. A mensagem ressaltou o papel decisivo de Bira nos bastidores, responsável por orientar decisões, corrigir rumos e incentivar o crescimento artístico do Molejo ao longo dos anos.
A banda também relembrou o legado deixado por Bira Haway, afirmando que sua dedicação ajudou a transformar sonhos em realidade. O texto menciona que ele acreditou no potencial do grupo desde o início, mesmo em momentos difíceis, e que sua visão estratégica foi essencial para consolidar o Molejo como um dos principais nomes do pagode nacional. Para os músicos, a perda representa o adeus a uma das figuras mais importantes de sua história.
Bira Haway ganhou ainda mais notoriedade pública após a morte do filho, Anderson Leonardo, um dos ícones do pagode brasileiro. O cantor faleceu em abril de 2024, após enfrentar um câncer inguinal, tipo raro da doença que afeta a região da virilha. Anderson esteve à frente do Molejo por décadas e ajudou a popularizar o gênero com sucessos que marcaram gerações, tornando-se um nome conhecido em todo o país.
Desde o diagnóstico da doença, em 2022, Anderson Leonardo travou uma batalha intensa, acompanhada de perto por fãs, amigos e familiares. A morte do cantor abalou profundamente o cenário musical e deixou uma lacuna difícil de preencher no pagode. Para Bira Haway, a perda do filho representou um golpe pessoal devastador, vivido de forma reservada, longe dos holofotes, conforme relataram pessoas próximas à família.
Após a morte de Anderson, o Grupo Molejo seguiu prestando homenagens constantes ao cantor e mantendo viva sua memória nos palcos e nas redes sociais. Agora, com o falecimento de Bira, os integrantes destacaram que se despedem de uma figura que simbolizava união, disciplina e amor pela música. Em nova mensagem, o grupo afirmou que o “samba está de luto”, reforçando o impacto da perda para o meio artístico.
Artistas e personalidades do mundo da música também se manifestaram. O cantor Belo, por exemplo, lamentou publicamente a morte de Bira Haway, destacando sua importância na formação de sonhos e carreiras dentro do pagode. As manifestações reforçam a relevância do produtor, que, mesmo longe dos palcos, exerceu influência direta nos rumos do gênero musical.
A trajetória de Bira Haway é lembrada como a de alguém que trabalhou nos bastidores, mas deixou marcas profundas. Seu papel como produtor ia além da logística ou da gestão: ele acompanhava processos criativos, orientava escolhas artísticas e cuidava da estrutura que permitiu ao Molejo alcançar reconhecimento nacional. Para muitos, sua atuação foi silenciosa, mas decisiva.
Com sua morte, dois anos após a perda de Anderson Leonardo, encerra-se um capítulo simbólico na história do Grupo Molejo. O legado de Bira Haway permanece vivo na música, na carreira dos artistas que ajudou a formar e nas memórias compartilhadas por colegas, amigos e fãs. A banda afirmou que seguirá honrando seu nome e ensinamentos, mantendo viva a essência construída ao longo de décadas.



