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Chega uma notícia sobre a mulher atingida por raio em manifestação

Em um domingo marcado por tensão e drama em Brasília, uma manifestação política organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi interrompida de forma abrupta por um incidente natural inesperado. Durante o ato realizado na Praça do Cruzeiro, próximo ao Memorial JK, um raio atingiu a área onde centenas de apoiadores se reuniam, causando pânico generalizado e ferindo dezenas de participantes. O evento, batizado como “Caminhada pela Liberdade”, visava demonstrar apoio a causas conservadoras e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas acabou ofuscado pela força da natureza em meio a uma forte tempestade.

A chuva intensa que caía sobre a capital federal desde o início da tarde contribuiu para o caos. Os manifestantes, muitos deles abrigados sob tendas improvisadas ou próximos a estruturas metálicas como grades e equipamentos de som, não esperavam o impacto repentino. Relatos indicam que o raio atingiu um poste ou o solo próximo, propagando uma descarga elétrica que se espalhou pelo chão molhado, afetando quem estava nas proximidades. O barulho ensurdecedor e o clarão intenso transformaram o ambiente festivo em uma cena de desespero, com pessoas caindo ao solo e gritando por ajuda.

No momento do impacto, a multidão entrou em estado de choque coletivo. Testemunhas descreveram o som como uma explosão violenta, seguida de um cheiro de queimado e vibrações pelo corpo. Várias vítimas foram vistas desacordadas ou desorientadas, com sintomas como dormência nos membros, batimentos cardíacos alterados e confusão mental. Familiares e outros participantes tentaram prestar os primeiros socorros, carregando feridos nos braços até as ambulâncias, enquanto o pânico se espalhava, com alguns correndo para se proteger de possíveis novos raios.

Equipes do SAMU e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foram acionadas imediatamente, montando tendas de atendimento emergencial no local. De acordo com atualizações, pelo menos 72 pessoas precisaram de cuidados médicos, com cerca de 30 sendo transportadas para hospitais como o Hospital de Base e o Hospital Regional da Asa Norte. Dentre os feridos, oito estavam em estado grave, exigindo intervenções mais intensas. A resposta rápida evitou tragédias maiores, mas destacou a vulnerabilidade de eventos ao ar livre em condições climáticas adversas.

Uma das vítimas, uma mulher que preferiu não se identificar, compartilhou seu relato emocionado sobre o ocorrido, destacando o terror vivido. “Foi uma explosão. Eu vi a morte”, desabafou ela, descrevendo o momento como o mais assustador de sua vida. Segundo ela, o choque elétrico a derrubou instantaneamente, e por instantes, acreditou que não sobreviveria. Seu testemunho reflete o trauma psicológico enfrentado por muitos, que misturava alívio pela sobrevivência com o medo residual da experiência.

Apesar do incidente, os organizadores decidiram prosseguir com o ato, embora em escala reduzida. Do carro de som, pedidos foram feitos para que o público se afastasse de estruturas perigosas, e equipamentos elétricos foram desligados por precaução. Alguns manifestantes deixaram o local, mas outros permaneceram, entoando gritos de resistência como “Eu não vou embora”. A deputada Bia Kicis, uma das coordenadoras, afirmou que não houve feridos graves, minimizando o impacto, mas o episódio gerou críticas sobre a responsabilidade em manter o evento sob chuva forte.

O ocorrido levanta questões sobre segurança em manifestações públicas, especialmente em contextos políticos polarizados. Enquanto apoiadores veem o ato como uma defesa de liberdades, opositores, como os deputados Lindbergh Farias e Erika Hilton, condenaram a suposta irresponsabilidade dos organizadores. Independentemente das visões partidárias, o raio serve como lembrete da imprevisibilidade da natureza, unindo todos em uma reflexão sobre precaução e solidariedade humana.

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