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Senador tenta conhecer a cela de Bolsonaro, mas é impedido por falta de autorização do STF

O senador Magno Malta (PL-ES) tentou acessar, sem autorização prévia, a cela onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está custodiado no Complexo da Papuda, em Brasília. A tentativa ocorreu nesta quinta-feira e foi rapidamente interceptada pelas forças de segurança responsáveis pela unidade prisional. Conforme as normas estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), qualquer visita ao ex-presidente depende de autorização expressa da Corte, regra que o parlamentar não possuía no momento da abordagem.

De acordo com informações oficiais, a presença do senador foi registrada pela Polícia Militar do Distrito Federal e comunicada ao STF, responsável pela execução penal de Bolsonaro. O caso foi incluído nos autos sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que acompanha de perto o cumprimento das determinações judiciais relacionadas à custódia do ex-presidente. Atualmente, o regime de visitas é bastante restrito e permite apenas a entrada de familiares diretos, mediante critérios previamente definidos.

As regras de acesso têm sido rigorosamente cumpridas desde a prisão de Jair Bolsonaro. Nem mesmo aliados políticos com mandato eletivo possuem autorização automática para visitas, o que reforça o caráter excepcional das medidas impostas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por exemplo, chegou a receber autorização específica do STF para uma visita pontual, mas acabou não comparecendo à unidade prisional no dia previsto.

No caso de Magno Malta, a tentativa de acesso foi barrada logo na entrada da área de custódia. Segundo relatório encaminhado ao Supremo, o senador demonstrou interesse em conhecer a cela onde Bolsonaro se encontra, o que foi prontamente negado pelos responsáveis pela segurança do complexo. A negativa seguiu estritamente os protocolos em vigor, sem margem para flexibilizações ou exceções naquele momento.

Após ser informado de que não poderia avançar, Magno Malta fez um pedido considerado inusitado pelos agentes que acompanhavam a situação. Ele solicitou autorização para entrar na cela com o objetivo de realizar uma oração ao lado do ex-presidente. A solicitação, no entanto, também foi recusada, uma vez que a atividade proposta igualmente demandaria autorização judicial específica, inexistente naquele instante.

Relatos oficiais apontam que a conversa entre o senador e os agentes de segurança se estendeu por aproximadamente 30 minutos. Durante esse período, a Polícia Militar manteve postura institucional, explicando reiteradamente as regras e os limites legais. Ao fim do diálogo, Magno Malta deixou o interior do complexo de forma voluntária, sem necessidade de condução ou medidas coercitivas adicionais.

Pouco tempo depois, no entanto, o senador voltou a chamar a atenção das autoridades ao estacionar um veículo com placa oficial do Senado nas proximidades do presídio. Do local, passou a filmar o entorno da unidade prisional, atitude que gerou novo alerta por parte da Polícia Militar. A gravação de imagens em áreas sensíveis, especialmente próximas a estabelecimentos penais, é considerada potencial risco à segurança institucional.

Diante disso, os agentes intervieram novamente e orientaram o parlamentar a interromper as filmagens. A justificativa apresentada foi a preservação da segurança do complexo e de seus ocupantes, bem como o cumprimento dos protocolos aplicáveis à área. A orientação foi acatada por Magno Malta, que encerrou a gravação sem novos incidentes e deixou o local.

O episódio reforça o clima de tensão e rigor que envolve a custódia de Jair Bolsonaro e evidencia a postura firme adotada pelas autoridades para garantir o cumprimento das decisões judiciais. Também expõe os limites de atuação de figuras públicas e parlamentares diante de determinações do Judiciário, mesmo quando se trata de aliados políticos diretos do ex-presidente.

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