Morre Constantino de Oliveira Júnior, aos 57 anos

Constantino de Oliveira Júnior, fundador da Gol Linhas Aéreas, faleceu aos 57 anos neste sábado, 24 de janeiro de 2026, em São Paulo. A notícia abalou o setor aéreo brasileiro, onde ele era reconhecido como um visionário que democratizou o acesso ao transporte aéreo no país. Júnior lutava contra um câncer há anos, e sua morte foi confirmada por fontes próximas e pela própria companhia, que emitiu uma nota de pesar destacando sua trajetória empreendedora.
Nascido em uma família de empresários do setor de transportes, Constantino Júnior herdou o espírito inovador de seu pai, Nenê Constantino, fundador do Grupo Comporte. Aos 34 anos, em 2001, ele lançou a Gol, a primeira companhia aérea low-cost do Brasil, inspirada em modelos bem-sucedidos como a Southwest Airlines nos Estados Unidos. A empresa revolucionou o mercado ao oferecer tarifas acessíveis, expandindo o número de passageiros e conectando regiões remotas do país.
Sob sua liderança, a Gol cresceu rapidamente, tornando-se uma das maiores operadoras aéreas da América Latina. Júnior implementou estratégias agressivas de expansão, incluindo parcerias internacionais e investimentos em frota moderna, o que ajudou a companhia a superar crises econômicas e a concorrência acirrada. Seu foco em eficiência operacional e inovação tecnológica foi fundamental para posicionar a Gol como uma referência no setor.
Nos últimos anos, Constantino Júnior afastou-se gradualmente da gestão executiva da empresa, assumindo o cargo de presidente do conselho de administração. Essa transição permitiu que ele se dedicasse mais à família e a projetos pessoais, enquanto a Gol continuava a navegar por desafios como a pandemia de COVID-19 e a recuperação do mercado aéreo. Sua visão de longo prazo influenciou decisões estratégicas que garantiram a sustentabilidade da companhia.
A batalha contra o câncer marcou os anos finais de sua vida, mas Júnior manteve uma postura discreta sobre sua saúde, priorizando o legado profissional. Amigos e colegas descrevem-no como um líder carismático e determinado, sempre otimista em relação ao futuro da aviação brasileira. Sua morte deixa um vazio não apenas na Gol, mas em todo o ecossistema de negócios do país.
O impacto de Constantino Júnior vai além dos números: ele transformou o sonho de voar em realidade para milhões de brasileiros de baixa renda, promovendo inclusão social por meio do transporte acessível. A Gol, sob sua influência, também adotou práticas sustentáveis, como a redução de emissões de carbono, alinhando-se a tendências globais. Seu falecimento ocorre em um momento de recuperação do setor, onde sua ausência será sentida em negociações e inovações futuras.
O legado de Constantino de Oliveira Júnior permanece vivo na Gol e no empreendedorismo brasileiro, inspirando novas gerações de líderes a desafiar o status quo. Sua história é um testemunho de como visão e persistência podem mudar indústrias inteiras, deixando uma marca indelével na economia nacional. O setor aéreo, agora, honra sua memória ao continuar o caminho que ele pavimentou.



