Três Graças: Assassinato de Célio na novela da Globo é inspirado no caso Elize Matsunaga

A novela “Três Graças”, exibida pela TV Globo, tem conquistado o público com sua trama repleta de intrigas, mistérios e reviravoltas dramáticas. Ambientada em um cenário de luxo e segredos familiares, a produção explora temas como ambição, traição e vingança, com um elenco estelar que inclui nomes como Grazi Massafera e Otávio Müller. Recentemente, rumores sobre uma cena impactante de assassinato ganharam destaque, revelando uma inspiração em um crime real que chocou o Brasil há mais de uma década. Essa abordagem ousada promete elevar o suspense da trama, mantendo os telespectadores grudados na tela.
No enredo, a personagem Arminda, interpretada por Grazi Massafera, é uma vilã ambiciosa e manipuladora que não hesita em eliminar obstáculos em seu caminho. Em capítulos futuros, ela comete um ato brutal contra Célio, vivido por Otávio Müller, utilizando um salto agulha como arma para esfaqueá-lo e, em seguida, empurrá-lo escada abaixo. O que torna a cena ainda mais chocante é o desfecho: com a ajuda da empregada Helga, interpretada por Kelzy Ecard, o corpo é esquartejado e colocado em malas de viagem, ecoando métodos macabros que remetem a casos criminais notórios.
O crime real que serve de inspiração para essa sequência é o caso de Elize Matsunaga, ocorrido em 2012. Elize, uma jovem de origem humilde que se casou com o executivo Marcos Matsunaga, herdou uma fortuna após assassiná-lo em seu apartamento de luxo em São Paulo. O homicídio foi seguido de um ato de esquartejamento, com partes do corpo descartadas em malas ao longo de uma estrada, o que gerou comoção nacional e debates sobre feminicídio, herança e justiça.
As semelhanças entre a ficção e a realidade são evidentes, desde o método de ocultação do corpo até o perfil das personagens envolvidas. Na novela, Arminda representa uma figura de ascensão social rápida, similar a Elize, que passou de enfermeira a esposa de um milionário. Essa alusão não é mera coincidência, mas uma estratégia narrativa para intensificar o drama e criar paralelos que instigam o público a refletir sobre temas como violência doméstica e impunidade.
A trama tem sido apelidada nos bastidores e na imprensa de “Tremembé em Três Graças”, uma referência à Penitenciária Feminina de Tremembé, onde Elize cumpriu parte de sua pena, e também a produções audiovisuais que retrataram o caso, como séries de streaming. Essa conexão adiciona camadas de realismo à novela, transformando uma simples cena de crime em um comentário social sutil sobre eventos que marcaram a crônica policial brasileira.
O impacto dessa inspiração deve ser sentido na audiência, especialmente considerando o timing da exibição, prevista para o final de janeiro. Com o avanço da trama, espera-se um aumento na repercussão nas redes sociais, onde fãs debatem teorias e spoilers. A Globo, conhecida por adaptar elementos reais em suas produções, usa essa técnica para manter a relevância cultural, misturando entretenimento com ecos da sociedade atual.
Em última análise, “Três Graças” reforça o poder das novelas em capturar a essência do drama humano, inspirando-se em histórias verídicas para criar narrativas inesquecíveis. Essa fusão de ficção e realidade não apenas entretém, mas também provoca discussões profundas, garantindo que a produção continue a ser um marco na teledramaturgia brasileira.



