Muitas dores e socorro na UPA: políticos relatam sofrimento em caminhada de Nikolas

A caminhada iniciada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em direção a Brasília tem chamado atenção não apenas pelo viés político, mas também pelos relatos de desgaste físico enfrentados pelos participantes. O trajeto, que ultrapassa 200 quilômetros entre Minas Gerais e o Distrito Federal, começou na última segunda-feira e reúne parlamentares, influenciadores e apoiadores ligados ao campo bolsonarista. Ao longo do percurso, imagens e depoimentos publicados nas redes sociais revelam sinais claros de cansaço, dores musculares e dificuldades para manter o ritmo diário da jornada.
Segundo os organizadores, a mobilização tem como objetivo defender a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro de 2023. Apesar do discurso político, o que mais tem repercutido são os registros pessoais feitos pelos próprios participantes, que mostram pés inchados, calos, bolhas e a necessidade de pausas frequentes para descanso e cuidados médicos. A previsão é de que o grupo chegue a Brasília apenas no domingo, quando pretende realizar um ato público na capital federal.
O deputado Nikolas Ferreira compartilhou com seguidores momentos do trajeto e classificou um dos dias como o mais exaustivo desde o início da caminhada. Ele relatou dores nas pernas e nos joelhos, além de inchaço nos pés, mas afirmou que a presença de apoiadores ao longo da estrada tem servido de estímulo para continuar. Em uma das publicações, contou que o grupo conseguiu abrigo provisório em uma propriedade rural para descansar antes de retomar o percurso no dia seguinte.
Outros parlamentares que aderiram à iniciativa também relataram dificuldades. O vereador Fernando Holiday (PL-SP) precisou interromper a participação após sentir fortes dores no joelho, sendo levado a uma Unidade de Pronto Atendimento, onde recebeu diagnóstico de desgaste na articulação. Em suas redes sociais, afirmou que seguirá apoiando o movimento, mesmo afastado fisicamente da caminhada, e destacou que a decisão foi necessária para preservar a saúde.
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) também comentou o desgaste acumulado após vários dias de deslocamento a pé. Em vídeos publicados, relatou dores generalizadas e dificuldades para caminhar longas distâncias, mas disse que pretende seguir até o destino final. Já o deputado André Fernandes (PL-CE) precisou fazer pausas para tratar ferimentos nos pés e chegou a interromper temporariamente o trajeto para descanso e alimentação, retomando a caminhada após atendimento básico.
A mobilização também gerou reações de órgãos de segurança e de parlamentares da oposição. A Polícia Rodoviária Federal alertou para riscos ao trânsito na BR-040, destacando que não houve comunicação prévia suficiente para o planejamento de medidas de segurança. A corporação afirmou que acompanha o deslocamento por questões operacionais e de segurança viária. Em resposta, a assessoria de Nikolas Ferreira informou que ofícios foram enviados à PRF e à Agência Nacional de Transportes Terrestres comunicando o percurso.
Enquanto isso, deputados do PT pediram formalmente que a caminhada seja interrompida ou redirecionada para outro local, alegando riscos aos participantes e aos motoristas que utilizam a rodovia. A equipe de Nikolas rebateu as críticas e afirmou que a iniciativa é pacífica e organizada. Com apoio e rejeição nas redes sociais, a caminhada segue dividindo opiniões e ampliando o debate político, ao mesmo tempo em que expõe os limites físicos enfrentados pelos participantes em uma mobilização que ainda promete novos desdobramentos nos próximos dias.



