Trump deixa instruções de retaliação extrema contra o Irã em caso de assassinato

As tensões entre os Estados Unidos e o Irã atingiram um novo patamar com as declarações recentes do presidente Donald Trump sobre possíveis ameaças à sua vida. Trump afirmou publicamente que deixou instruções claras e firmes para uma resposta devastadora caso seja assassinado por agentes iranianos. Essas afirmações surgem em um contexto de animosidade prolongada, marcada por sanções econômicas e confrontos militares indiretos, e servem como um aviso direto a Teerã. O presidente enfatizou que qualquer ação contra ele resultaria em consequências catastróficas para o Irã, usando termos fortes para descrever a retaliação. Essa postura reflete a doutrina de “pressão máxima” adotada por sua administração, visando conter o programa nuclear iraniano e outras atividades consideradas hostis.
O histórico de atritos entre os dois países remonta a eventos como a morte do general Qassem Soleimani em 2020, ordenada por Trump durante seu primeiro mandato. Esse incidente provocou uma onda de ameaças de vingança por parte do Irã, incluindo relatos de planos frustrados para atentados contra figuras americanas proeminentes. Com o retorno de Trump à Casa Branca em 2025, as relações bilaterais se deterioraram ainda mais, com o presidente assinando ordens executivas para intensificar as sanções e o isolamento diplomático de Teerã. As instruções mencionadas por Trump parecem fazer parte de um protocolo de contingência, projetado para dissuadir ações hostis e demonstrar a determinação dos EUA em proteger seus líderes.
Em entrevistas recentes, Trump foi explícito ao descrever o que aconteceria se o Irã concretizasse suas ameaças. Ele afirmou que o país seria “apagado da face da Terra” ou “aniquilado”, sem deixar nada intacto. Essas palavras foram proferidas em meio a celebrações do aniversário de sua posse no segundo mandato, destacando a prioridade dada à segurança pessoal e nacional. O presidente argumentou que uma resposta tão drástica é necessária para defender não apenas a si mesmo, mas qualquer líder americano, criticando administrações anteriores por fraqueza em lidar com ameaças semelhantes. Essa retórica eleva o tom do discurso, transformando uma questão de segurança em uma declaração de política externa agressiva.
As ameaças iranianas contra Trump não são novas, mas ganharam intensidade com relatos de clérigos e líderes em Teerã emitindo fatwas ou ordens de retaliação. O governo iraniano, por sua vez, nega envolvimento direto em planos de assassinato, atribuindo tais alegações a propaganda ocidental. No entanto, protestos internos no Irã e a repressão governamental complicam o cenário, com os EUA pressionando por mudanças no regime. As instruções de Trump, embora não detalhadas publicamente, sugerem o envolvimento de opções militares extremas, possivelmente incluindo ataques nucleares ou convencionais em larga escala, o que levanta preocupações sobre escalada incontrolável.
As implicações internacionais dessa postura são profundas, afetando aliados e adversários dos EUA. Países como Israel, que veem o Irã como uma ameaça existencial, apoiam a linha dura de Trump, enquanto nações europeias expressam receio de uma guerra regional. A retórica de obliteração total ecoa debates éticos sobre o uso da força, questionando os limites da dissuasão nuclear e o risco de genocídio ou destruição em massa. No Oriente Médio, isso pode incentivar outros atores, como grupos proxy iranianos, a intensificar ações, criando um ciclo de violência que ameaça a estabilidade global.
Reações dentro dos EUA também variam, com apoiadores de Trump elogiando sua firmeza como uma defesa necessária contra o terrorismo estatal, enquanto críticos o acusam de imprudência e de aumentar o risco de conflito desnecessário. Analistas de segurança nacional debatem se tais instruções são reais protocolos militares ou mera retórica para fins políticos, destinada a unir a base eleitoral. Independentemente disso, elas reforçam a imagem de Trump como um líder que prioriza a força sobre a diplomacia, contrastando com abordagens mais moderadas de governos passados.
Em última análise, as instruções deixadas por Trump representam um capítulo tenso na saga EUA-Irã, com potencial para redefinir as normas de engajamento internacional. Se implementadas, poderiam alterar o equilíbrio de poder no mundo, mas também arriscam uma catástrofe humanitária. O futuro depende de se as ameaças permanecerão no campo verbal ou se evoluirão para ações concretas, destacando a fragilidade da paz em uma era de rivalidades geopolíticas intensas.



