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Deputado Nikolas divulga onde termina caminhada em protesto pró-Bolsonaro

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) divulgou, nesta quinta-feira (22), o local e o horário de encerramento da caminhada que lidera rumo a Brasília em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O anúncio ocorre no momento em que o movimento entra em seu quarto dia e passa a atrair atenção crescente de apoiadores, autoridades e forças de segurança.

Segundo o parlamentar, o ato final está previsto para domingo (25), ao meio-dia, na Praça do Cruzeiro, no Distrito Federal. O local foi escolhido por não estar nas proximidades diretas da Praça dos Três Poderes, ponto considerado sensível do ponto de vista institucional. A definição do espaço marca uma mudança de tom: menos improviso, mais controle.

Desde a saída de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, o grupo já percorreu mais de 120 quilômetros, metade do trajeto total estimado em cerca de 240 km. A previsão é que a caminhada dure sete dias, com chegada à capital federal no fim de semana. Ao longo do percurso, o movimento ganhou adesão de apoiadores, influenciadores e aliados políticos, além de ampla repercussão nas redes sociais.

Nikolas afirma que a escolha do local de encerramento não é apenas logística, mas também simbólica. O objetivo, segundo ele, é reforçar o caráter pacífico e organizado da mobilização, evitando qualquer tipo de confronto ou interpretação que possa comprometer a proposta do protesto. O deputado tem repetido que não haverá deslocamento para outros pontos após o fim do ato.

A expectativa do parlamentar é de que milhares de pessoas acompanhem a chegada do grupo à Praça do Cruzeiro no domingo. Ainda assim, o discurso adotado nos últimos dias indica cautela. Em falas públicas, Nikolas tem alertado apoiadores para que não sigam convocações paralelas e mantenham a manifestação dentro dos limites previamente estabelecidos.

O contexto político contribui para o tom mais rígido. A caminhada ocorre em meio a um ambiente de forte polarização, vigilância institucional e troca de declarações entre o deputado e órgãos de segurança sobre o planejamento do trajeto. Cada passo passou a ser observado — dentro e fora das estradas.

Embora o ato de domingo marque o encerramento físico da caminhada, Nikolas sinaliza que o movimento não termina ali. Para aliados, o gesto pretende funcionar como um marco político, capaz de manter a mobilização ativa mesmo após o retorno dos participantes às suas rotinas.

Resta saber se o impacto da chegada a Brasília ficará restrito ao simbolismo da caminhada — ou se o verdadeiro desdobramento começará justamente depois que os passos pararem.

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