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Bacabal: cães farejadores seguem rastro de crianças até margem de rio

O desaparecimento de crianças costuma paralisar cidades inteiras. Em Bacabal, no interior do Maranhão, não foi diferente. Já são 19 dias de buscas intensas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de apenas 4, e o caso segue mobilizando autoridades, voluntários e moradores da região. Nos últimos dias, um novo elemento trouxe ainda mais atenção para um ponto específico da operação: o Rio Mearim.

Cães farejadores, que atuam ao lado das forças de segurança desde o início das buscas, conseguiram avançar nas investigações a partir de rastros olfativos. De acordo com informações repassadas pelo prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), os animais seguiram dois caminhos distintos. No primeiro, utilizando o cheiro de Anderson Kauan, primo das crianças, os cães foram diretamente ao local onde ele havia sido encontrado dias antes. No segundo, ao trabalharem com os odores de Ágatha e Allan, o trajeto levou até as margens do Rio Mearim, hoje considerado o principal foco de procura.

O uso de cães farejadores tem sido fundamental em operações desse tipo em todo o país. Eles são treinados para identificar odores específicos mesmo em ambientes complexos, como áreas de mata fechada ou regiões próximas a cursos d’água. No caso de Bacabal, o rio corta exatamente a área onde as crianças foram vistas pela última vez, o que reforça a importância da nova linha de investigação.

A história de Anderson Kauan também chama atenção. O menino, de 8 anos, ficou desaparecido por três dias até ser localizado. Durante esse período, perdeu cerca de 10 quilos, precisou ficar internado por 14 dias no Hospital Geral de Bacabal e só recentemente recebeu alta médica. Desde então, Anderson tem ajudado as autoridades com informações e detalhes que podem contribuir para esclarecer o que aconteceu naquele dia 4 de janeiro.

Enquanto isso, as hipóteses seguem em aberto. Segundo o prefeito, nenhuma possibilidade foi descartada até o momento. Entre elas, estão a chance de as crianças terem se perdido na mata, um possível encontro com animais silvestres da região ou até mesmo a suspeita de sequestro. A Polícia Civil acompanha o caso de perto, cruzando depoimentos, dados e o trabalho de campo realizado pela força-tarefa.

Desde o início da operação, uma mobilização de grandes proporções foi montada em Bacabal. Atualmente, mais de 500 pessoas participam das buscas, incluindo agentes de segurança pública, bombeiros, militares de diferentes estados e dezenas de voluntários. As equipes se revezam diariamente, percorrendo trilhas, áreas alagadas e trechos do rio, em uma rotina exaustiva, mas necessária.

Para os moradores da cidade, a espera tem sido angustiante. Em praças, igrejas e redes sociais, o assunto é praticamente o mesmo: esperança. Assim como em outros casos recentes que ganharam repercussão nacional, Bacabal vive dias de apreensão, mas também de solidariedade. Cada nova pista reacende a expectativa de um desfecho positivo.

As buscas continuam, agora concentradas principalmente no Rio Mearim e em seu entorno. Enquanto isso, familiares, amigos e toda a comunidade seguem unidos, confiando no trabalho das equipes e torcendo para que Ágatha e Allan sejam encontrados o quanto antes.

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