Caso das crianças desaparecidas em Bacabal tem nova medida anunciada pela prefeitura

O desaparecimento de duas crianças na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal, interior do Maranhão, entrou em uma fase considerada decisiva pelas autoridades locais. No sexto dia de buscas ininterruptas, o prefeito Roberto Costa anunciou uma recompensa de R$ 20 mil para quem fornecer informações concretas que levem ao paradeiro dos menores. A medida escancara a gravidade do caso e o clima de angústia que tomou conta da região.
As crianças, Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4, foram vistas pela última vez na tarde do último domingo, quando saíram de casa para brincar nas proximidades da comunidade onde moram. Desde então, o silêncio e a ausência de pistas concretas transformaram o desaparecimento em um mistério que mobiliza não apenas familiares, mas toda a população local. Cada hora sem respostas aumenta o temor de um desfecho trágico.
Inicialmente, três crianças haviam desaparecido no mesmo dia. O primo das vítimas, Anderson Kauan, de 8 anos, também sumiu, mas foi localizado com vida três dias depois. O reencontro trouxe alívio momentâneo às famílias, mas, ao mesmo tempo, levantou ainda mais questionamentos. As circunstâncias do desaparecimento e do retorno do menino passaram a integrar o foco das investigações.
Em pronunciamento nas redes sociais, o prefeito foi direto ao ponto. Segundo ele, o município vive um “momento crucial”, no qual qualquer informação pode fazer a diferença entre a vida e a morte. “Cada minuto importa”, afirmou. A recompensa, segundo Roberto Costa, será paga pessoalmente a quem apresentar dados verificáveis que ajudem a localizar as crianças.
Desde o primeiro dia, uma força-tarefa foi montada para intensificar as buscas. Equipes do Corpo de Bombeiros, das polícias Militar e Civil, além do Centro Tático Aéreo (CTA), atuam de forma integrada. A operação inclui varreduras terrestres, buscas em áreas de mata fechada e sobrevoos com helicópteros, ampliando o alcance das ações em uma região de difícil acesso.
Cães farejadores também foram mobilizados na tentativa de encontrar rastros que indiquem a possível rota seguida pelas crianças. Moradores da comunidade participam ativamente das buscas, ajudando a vasculhar terrenos, trilhas e pontos isolados. O esforço coletivo, no entanto, ainda não trouxe respostas concretas, o que amplia a apreensão a cada novo dia.
A Polícia Civil trabalha com diferentes linhas de investigação e evita divulgar detalhes para não comprometer o andamento do inquérito. O caso é tratado como prioridade máxima, e qualquer informação pode ser repassada de forma anônima pelo telefone 181, canal oficial para denúncias. A recomendação é clara: mesmo dados aparentemente irrelevantes podem ser decisivos.
Enquanto as buscas seguem, Bacabal vive dias de tensão e esperança contida. O anúncio da recompensa reacendeu a expectativa de um avanço, mas também escancarou o drama de uma comunidade que aguarda respostas. O tempo passa, as perguntas se acumulam e o desfecho ainda é incerto. O que todos querem saber permanece no ar: onde estão Isabelle e Michael — e quem sabe mais do que está dizendo?



