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Tia das crianças desaparecidas em Bacabal não acredita em tese principal da Polícia

A investigação sobre o desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael ganhou novos contornos nos últimos dias e voltou a mobilizar a atenção do público. O caso, que já vinha sendo acompanhado de perto por moradores da região e pelas autoridades, passou a ser discutido sob outra perspectiva após declarações feitas por familiares em uma entrevista exibida no programa do Pacheco, nesta semana. O tom foi de inquietação, mas também de esperança, algo que tem marcado essa história desde o início.

Durante a conversa, a tia de Anderson Kauã, menino encontrado com vida no último dia 7 de janeiro, afirmou que a família não acredita mais na hipótese de que as crianças tenham simplesmente se perdido na mata. Para ela, há convicção de que Ágatha e Allan foram levados por terceiros, possivelmente em um veículo, o que mudaria completamente a linha de investigação adotada até agora. A fala repercutiu rapidamente nas redes sociais e reacendeu debates sobre o que realmente pode ter acontecido naquela região.

Segundo o relato familiar, o suposto envolvimento seria de alguém da própria comunidade quilombola de São Sebastião. Essa afirmação rompe com a narrativa inicial, que apontava para uma desorientação das crianças enquanto buscavam frutas na floresta, algo comum entre os moradores locais. Para os parentes, essa versão nunca explicou completamente a ausência de vestígios claros, mesmo após dias de buscas intensas.

A localização de Anderson Kauã, em especial, é vista com desconfiança pela família. A tia do menino afirmou acreditar que ele não foi encontrado por acaso. Na visão dela, o garoto teria sido deixado propositalmente em um ponto estratégico, como forma de confundir as autoridades e sustentar a ideia de que seria possível sobreviver sozinho na mata por vários dias. Essa interpretação, embora não confirmada oficialmente, ganhou força entre pessoas próximas ao caso.

Essa leitura alimenta a esperança de que Ágatha e Allan ainda estejam vivos. Para os familiares, a ausência de sinais concretos, como roupas ou objetos pessoais, reforça a suspeita de que as crianças estejam fora do perímetro de buscas. Eles argumentam que nem mesmo os cães farejadores e as operações conduzidas pela Marinha conseguiram identificar pistas consistentes, o que, na visão deles, indica outra rota para o desaparecimento.

Diante disso, a família passou a cobrar publicamente uma atuação mais ampla da Polícia Civil do Maranhão. O pedido é para que sejam aprofundados os interrogatórios e analisados registros de circulação de veículos na região durante o período em que as crianças sumiram. Para os parentes, entender quem entrou e saiu da comunidade naquele intervalo pode ser decisivo para esclarecer o caso.

Por outro lado, as autoridades mantêm cautela. Em declarações anteriores, o secretário de Segurança Pública afirmou que a hipótese de perda acidental continua sendo a mais consistente, com base nos dados técnicos reunidos até agora. Ainda assim, a pressão da família e a comoção social adicionam uma camada sensível ao inquérito, exigindo atenção não apenas técnica, mas também humana.

Até o momento, não há confirmação oficial de indícios de rapto ou da presença de veículos suspeitos na comunidade quilombola. As forças de segurança seguem concentradas em varreduras fluviais, uso de tecnologia e análise de dados já coletados. Enquanto isso, familiares e moradores aguardam respostas, sustentados pela esperança de que a história ainda possa ter um desfecho diferente.

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