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Essas são as últimas notícias da advogada que salvou a mãe e o cachorro do incêndio

A advogada Juliane Vieira, de 29 anos, marcou o noticiário nacional ao receber alta hospitalar nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, após uma impressionante jornada de recuperação. Internada desde 15 de outubro de 2025 no Hospital Universitário de Londrina, no norte do Paraná, ela sofreu queimaduras graves em 63% do corpo ao salvar sua família de um incêndio devastador em um apartamento em Cascavel, no oeste do estado. O incidente, que ocorreu no 13º andar de um edifício residencial, transformou Juliane em um símbolo de heroísmo e resiliência, destacando a força humana em momentos de crise extrema.

O incêndio começou de forma acidental na cozinha do apartamento, conforme apurado pela Polícia Civil, sem indícios de crime ou negligência intencional. Juliane, que estava no local com sua mãe, Sueli Vieira, de 51 anos, e o primo de apenas 4 anos, Pietro, agiu rapidamente para proteger os entes queridos. Em um ato de bravura capturado por vídeos que viralizaram nas redes sociais, ela se pendurou no suporte de um ar-condicionado para facilitar o resgate, expondo-se diretamente às chamas e ao calor intenso, o que resultou em lesões graves e uma longa batalha pela sobrevivência.

Durante os primeiros meses de internação, Juliane foi submetida a um coma induzido por quase dois meses, uma medida necessária para permitir que seu corpo se recuperasse das extensas queimaduras. No Centro de Tratamento de Queimados do hospital, referência estadual para casos como esse, uma equipe multidisciplinar de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas trabalhou incansavelmente para estabilizá-la. Em dezembro de 2025, ela acordou gradualmente, começando a se comunicar e a demonstrar sinais de melhora, o que trouxe alívio e esperança para familiares e amigos que acompanhavam de perto sua evolução.

A recuperação de Juliane não foi apenas física, mas também emocional e psicológica, envolvendo sessões de terapia e suporte contínuo para lidar com as sequelas de um trauma tão profundo. Na semana anterior à alta, em 14 de janeiro, ela já respirava sem o auxílio de aparelhos e apresentava plena consciência, marcando um progresso significativo. Esse avanço reflete os avanços da medicina brasileira em tratamentos de queimados, onde protocolos inovadores e dedicação profissional salvam vidas em situações que, há décadas, seriam consideradas fatais.

O caso de Juliane Vieira transcende o âmbito pessoal, inspirando debates sobre segurança residencial e prevenção de incêndios em edifícios altos. Em Cascavel e em outras cidades paranaenses, o incidente motivou campanhas de conscientização sobre a importância de detectores de fumaça, rotas de fuga e treinamentos básicos de emergência. Sua história serve como lembrete de que, em meio ao caos, ações heroicas podem alterar o curso de tragédias, salvando vidas e fortalecendo comunidades.

Após a alta, Juliane retorna para casa com a perspectiva de continuar o tratamento em regime ambulatorial, focando na reabilitação para retomar sua rotina como advogada. Sua mãe e o primo, que também foram resgatados ilesos graças aos seus esforços, representam o laço familiar que a motivou a arriscar tudo. Esse reencontro familiar simboliza não apenas o fim de uma fase hospitalar, mas o início de uma nova vida marcada pela gratidão e pela superação.

A trajetória de Juliane Vieira ecoa como um exemplo de coragem inabalável, incentivando outros a valorizarem a vida e a agirem com determinação em face do perigo. No Paraná e além, sua alta hospitalar fecha um capítulo doloroso, mas abre portas para narrativas de esperança e recuperação, provando que, mesmo das cinzas, é possível renascer mais forte.

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