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Sem respostas, buscas por irmãos desaparecidos chegam à terceira semana

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro no quilombo São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal, no Maranhão, completam 16 dias sem pistas concretas sobre o paradeiro das crianças. O caso, que mobiliza mais de 500 pessoas entre forças de segurança, voluntários e comunidades locais, entrou na terceira semana com operações intensas e reforços tecnológicos, mas a angústia da família e da população segue crescente diante da ausência de respostas.

Tudo começou na tarde daquele domingo, quando as crianças saíram para brincar em uma área de mata próxima à comunidade quilombola onde residem. Elas estavam acompanhadas do primo Anderson Kauã, de 8 anos, que também sumiu, mas foi encontrado vivo três dias depois, em estado de fraqueza e desorientação. O relato do menino, que passou por acompanhamento psicológico, indicou que o trio se perdeu na floresta densa, passou por uma “casa caída” abandonada e que ele deixou os primos em busca de ajuda, o que orientou as equipes a concentrarem esforços em trilhas, lagoas e margens do rio Mearim.

A força-tarefa envolve Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Exército, Marinha e voluntários, com uso de drones, cães farejadores, mergulhadores e equipamentos como side scan sonar para varredura subaquática. Cães confirmaram que as crianças passaram pela casa abandonada, e buscas em lagos e rios foram priorizadas, mas nenhum vestígio definitivo foi localizado até o momento. Peças de roupas infantis encontradas na mata foram descartadas como pertencentes aos irmãos pela família.

A polícia investiga todas as hipóteses, incluindo que as crianças possam ter se perdido na vegetação fechada ou sofrido algum acidente, sem descartar outras possibilidades. Uma comissão de delegados e investigadores da Polícia Civil atua no inquérito, ouvindo testemunhas e moradores da região, enquanto o governador do estado e autoridades acompanham diretamente as operações.

A comunidade quilombola, com cerca de 250 moradores, vive dias de tensão e solidariedade. Moradores participam ativamente das buscas, guiando equipes por trilhas conhecidas e oferecendo apoio logístico. O prefeito de Bacabal ofereceu recompensa de R$ 20 mil por informações úteis, e a família das crianças, especialmente a mãe, faz apelos emocionados por orações e ajuda para que os pequenos sejam encontrados vivos.

O caso ganhou repercussão nacional, com reportagens detalhando o drama da família e o esforço incansável das equipes. A morte de uma cadela farejadora durante o deslocamento para o Maranhão simbolizou o risco e a dedicação envolvidos na operação. Apesar das dificuldades impostas pela mata densa e pelas condições climáticas, as autoridades afirmam que não há prazo para encerrar as buscas.

Enquanto as operações continuam metro a metro, a esperança persiste de que Ágatha Isabelly e Allan Michael sejam localizados em segurança. O desaparecimento de crianças em área rural reforça a necessidade de maior atenção à proteção infantil em regiões remotas, onde o acesso rápido a socorro pode ser desafiador. A população do Maranhão e do Brasil acompanha o caso com o coração apertado, aguardando o desfecho positivo que todos desejam.

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