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Ministro de Lula confirma saída do governo para ajudar em campanha eleitoral

O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou nesta segunda-feira (19) que poderá deixar o comando do Ministério da Educação (MEC) nos próximos meses, mas fez questão de esclarecer o motivo: a decisão não tem relação com uma candidatura própria. Segundo ele, qualquer eventual saída do governo federal será exclusivamente para se dedicar às campanhas de reeleição do governador do Ceará, Elmano Freitas, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A declaração foi dada durante um café com jornalistas na sede do MEC, em Brasília. Em tom tranquilo, Camilo explicou que a função de ministro exige presença constante em diferentes regiões do país, o que acaba limitando sua atuação política direta no estado de origem. “O papel de ministro é no Brasil inteiro. Muitas vezes a gente fica ausente do nosso estado. Por isso, se eu sair, será para me dedicar integralmente para que não haja retrocessos no Ceará nem no Brasil”, afirmou.

Camilo Santana é senador licenciado e ex-governador do Ceará, com forte influência política no estado. Nos bastidores, surgiram especulações de que ele poderia disputar novamente o governo estadual, especialmente após movimentações recentes no cenário político cearense, como a possível entrada de Ciro Gomes na corrida eleitoral. No entanto, o ministro tratou de encerrar os rumores.

“Quero dizer aqui, de forma muito clara, que meu candidato é Elmano Freitas. Vou trabalhar para que ele e o presidente Lula sejam reeleitos”, reforçou. A fala buscou deixar pouca margem para interpretações diferentes e sinalizou unidade dentro do grupo político que hoje governa o Ceará.

Ao comentar sobre o Ministério da Educação, Camilo demonstrou confiança na equipe e nos projetos em andamento. Segundo ele, uma eventual mudança no comando não comprometeria as políticas públicas que estão sendo executadas. “Temos uma grande equipe no MEC. O ministério está rodando bem. Não tenho dúvida de que minha saída ou não jamais vai afetar o encaminhamento das ações”, disse.

Desde que assumiu o ministério, Camilo Santana tem sido um dos responsáveis por conduzir a retomada de programas educacionais, fortalecer o diálogo com estados e municípios e ampliar investimentos em áreas consideradas estratégicas. A pasta da Educação, historicamente sensível e central no debate público, voltou a ocupar espaço relevante na agenda do governo federal.

No campo político, a movimentação de Camilo é vista como estratégica. A eleição no Ceará é considerada uma das mais importantes do Nordeste, e a manutenção do atual projeto de governo depende de uma articulação sólida. Ao mesmo tempo, o apoio à reeleição de Lula é tratado como prioridade nacional dentro do grupo.

Analistas avaliam que a postura do ministro busca transmitir estabilidade, tanto no governo federal quanto no cenário estadual. Ao negar ambições pessoais imediatas, Camilo tenta reduzir ruídos internos e reforçar a ideia de continuidade administrativa e política.

Por enquanto, não há uma data definida para a saída do ministro do cargo. O próprio Camilo deixou claro que qualquer decisão será tomada no momento adequado, sempre alinhada com o projeto político que defende. Até lá, ele segue à frente do MEC, conciliando as demandas da pasta com as articulações que, inevitavelmente, começam a ganhar força à medida que o calendário eleitoral se aproxima.

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