Mãe e filha moradoras de Rondônia morrem em acidente na BR 070

Um acidente registrado na manhã desta semana trouxe comoção a duas regiões do país e deixou um rastro de tristeza difícil de descrever. No km 686 da BR-070, em Cáceres, no oeste de Mato Grosso, uma colisão frontal tirou a vida de Hilda Isabela Bianchini, de 25 anos, e de sua mãe, Cleusi Terezinha Michalczuk Bianchini, de 59. As duas moravam em Nova Brasilândia do Oeste, no interior de Rondônia, e viajavam juntas quando tudo aconteceu.
O relógio marcava por volta das 8h quando o Toyota Corolla Cross em que mãe e filha estavam bateu de frente com um caminhão que seguia no sentido contrário da rodovia. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, o impacto foi forte e deixou o veículo de passeio completamente destruído. Quem passou pelo local logo após o acidente descreveu uma cena silenciosa, interrompida apenas pelo trabalho das equipes de resgate.
Hilda Isabela estava no 11º semestre do curso de medicina e vivia uma fase decisiva da vida acadêmica. Ela cursava a faculdade Fapan, em Cáceres, onde realizava o internato, etapa final antes da tão esperada formatura. Colegas de turma relatam que ela era dedicada, sempre disposta a ajudar e falava com entusiasmo sobre os planos profissionais que tinha pela frente. A instituição de ensino divulgou nota de pesar, assim como estudantes e professores que conviveram com a jovem.
Cleusi, além de mãe, era companheira constante da filha nessa trajetória. Era ela quem conduzia o carro no momento da colisão. Pessoas próximas à família contam que as duas tinham uma relação muito próxima, marcada por apoio e parceria, especialmente durante os anos de estudo fora de casa.
O atendimento à ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, que precisaram atuar com cuidado para retirar as vítimas das ferragens. Apesar dos esforços, o óbito das duas foi confirmado ainda no local. O trecho da rodovia, conhecido como Serra do Mangaval, precisou ser interditado temporariamente para a realização da perícia e para a limpeza da pista, já que houve vazamento de óleo após a batida.
A região da Serra do Mangaval é conhecida por curvas e desníveis que exigem atenção redobrada dos motoristas. Não à toa, o local já foi palco de outros acidentes ao longo dos anos. Ainda assim, somente a investigação poderá apontar o que levou o carro a invadir a pista contrária e como se deu, exatamente, a dinâmica da colisão. A Politec já iniciou os trabalhos técnicos para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
Os corpos de Hilda Isabela e Cleusi Terezinha foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Cáceres e devem ser transladados para Rondônia, onde ocorrerá o sepultamento. Em Nova Brasilândia do Oeste, a notícia se espalhou rapidamente e provocou comoção entre amigos, vizinhos e conhecidos da família.
Casos como esse reforçam a fragilidade da vida e o impacto que um acidente pode causar em tantas pessoas ao mesmo tempo. Uma jovem prestes a realizar o sonho de se tornar médica e uma mãe que caminhava ao seu lado tiveram suas histórias interrompidas de forma abrupta. Ficam as lembranças, as homenagens e o sentimento de luto compartilhado por todos que, direta ou indiretamente, foram tocados por essa perda.



