Idosa é morta após ser atingida por tiros do próprio filho

Uma tragédia familiar marcou a tarde deste sábado (17) em Lucas do Rio Verde, município localizado a cerca de 335 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso. A idosa Marile Guarnienti Benatti, de 68 anos, morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo efetuado pelo próprio filho, de 45 anos, dentro da residência onde morava. O caso, que chocou moradores da cidade, está sendo investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias exatas do ocorrido.
De acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência, o filho da vítima afirmou às autoridades que o disparo aconteceu de forma acidental. Segundo o relato, ele manuseava a arma dentro da casa quando ocorreu o tiro, que atingiu Marile na região do tórax. O episódio levanta questionamentos importantes sobre o manuseio de armamentos em ambiente doméstico, especialmente quando não há qualquer tipo de segurança ou preparo adequado.
No momento do disparo, o companheiro da idosa estava presente na residência e agiu rapidamente para tentar salvá-la. Ele prestou os primeiros socorros e levou Marile com urgência ao Hospital São Lucas. Apesar dos esforços da equipe médica, a gravidade do ferimento foi determinante, e a morte da idosa foi confirmada pouco tempo após sua chegada à unidade de saúde.
A Guarda Municipal foi acionada pelo próprio hospital assim que a vítima deu entrada com ferimento provocado por arma de fogo. A partir disso, os agentes iniciaram diligências e localizaram o filho da idosa, que acabou preso em flagrante. Conforme informações divulgadas pela imprensa local, o suspeito apresentava sinais de embriaguez no momento da abordagem, fator que pode ter contribuído diretamente para o ocorrido.
Durante a averiguação na residência, os agentes da Guarda Municipal encontraram a arma utilizada no disparo escondida sobre um aparelho de ar-condicionado. A localização do armamento reforçou a suspeita de manuseio inadequado e sem qualquer protocolo de segurança. Além disso, foi constatado que a arma não possuía registro legal, o que configura crime previsto na legislação brasileira.
As buscas também se estenderam a um veículo Fiat Uno pertencente ao suspeito. Dentro do automóvel, as autoridades encontraram uma cartela contendo cinco munições intactas. O material foi apreendido e será periciado, assim como a arma, para auxiliar na reconstrução dos fatos e esclarecer se houve negligência, imprudência ou outra conduta criminosa envolvida.
O homem foi conduzido à delegacia da Polícia Civil, onde o caso foi inicialmente registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. No entanto, a tipificação do crime ainda pode ser revista ao longo das investigações, dependendo do que for apurado em depoimentos, perícias e laudos técnicos. A Polícia Civil também investiga a origem da arma e a razão de ela estar em posse do suspeito, mesmo sem registro.
A morte de Marile Guarnienti Benatti gerou comoção na cidade e reacendeu debates sobre a presença de armas de fogo dentro de residências, especialmente em contextos familiares. Casos como esse evidenciam os riscos associados ao uso irresponsável e ilegal de armamentos, além do agravante do consumo de álcool. As autoridades reforçam que o inquérito seguirá em andamento até que todas as circunstâncias sejam esclarecidas, enquanto familiares e a comunidade tentam lidar com a dor de uma perda que, segundo as primeiras informações, poderia ter sido evitada.



