Geral

Trump convida Lula para ‘Conselho da Paz’ para a Faixa de Gaza

O cenário internacional ganhou um novo capítulo nos últimos dias com a revelação de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou um convite formal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar um recém-criado “Conselho da Paz”. A proposta, segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, chegou diretamente a Lula por meio da embaixada brasileira em Washington e tem como objetivo supervisionar a transição de poder na Faixa de Gaza.

A iniciativa surge em um momento delicado da política global. O conflito na região segue no centro do debate internacional, enquanto líderes tentam construir caminhos viáveis para um cessar-fogo duradouro e uma reconstrução minimamente estável. Nesse contexto, o conselho aparece como uma peça estratégica da segunda fase do plano patrocinado pelos Estados Unidos para a região. Trump, aliás, não economizou nas palavras ao apresentar a ideia, afirmando em suas redes sociais que se trata do “maior e mais prestigiado conselho já reunido” para esse tipo de missão.

Além de Lula, outros chefes de Estado também foram convidados. O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou publicamente o convite, reforçando seu alinhamento com a política externa americana. Canadá, Paraguai, Turquia e Egito completam a lista inicial, o que revela uma tentativa de equilibrar diferentes visões políticas e interesses regionais. Ainda assim, até o momento, o governo brasileiro não confirmou se Lula aceitará ou não o convite, mantendo cautela diante da complexidade do tema.

Na sexta-feira (16), a Casa Branca esclareceu que o colegiado ainda está em fase de desenvolvimento. Apesar disso, Trump já anunciou alguns nomes de peso para o chamado “conselho executivo fundador”. Entre eles estão o secretário de Estado Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial para o Oriente Médio Steven Witkoff, Jared Kushner, genro do presidente, e Ajay Banga, atual presidente do Banco Mundial. O próprio Trump deve presidir esse grupo inicial, formado por sete integrantes.

A escolha de alguns nomes, no entanto, não passou sem críticas. Tony Blair, por exemplo, é uma figura controversa no Oriente Médio devido ao seu papel central na invasão do Iraque em 2003. O próprio Trump reconheceu publicamente que precisou avaliar se o ex-premiê seria uma “opção aceitável para todos”, o que evidencia as tensões envolvidas na formação do conselho. Em diplomacia, símbolos importam, e cada nome carrega um histórico que pode facilitar ou dificultar o diálogo.

Quanto às atribuições, o Conselho da Paz deve discutir temas amplos e sensíveis. Entre eles estão o fortalecimento da governança em Gaza, a reorganização das relações regionais, a reconstrução da infraestrutura local e a atração de investimentos internacionais. Também entram na pauta o financiamento em larga escala e a mobilização de capital, pontos considerados essenciais para qualquer tentativa de estabilização econômica da região após anos de conflito.

A criação do colegiado ocorre após a saída do Hamas das funções administrativas da Faixa de Gaza, abrindo espaço para novas estruturas de governança. Para o Brasil, caso Lula aceite o convite, a participação pode reforçar o papel histórico do país como defensor do diálogo e da mediação internacional. Ao mesmo tempo, traz desafios políticos e diplomáticos que exigem equilíbrio, cautela e visão de longo prazo.

Enquanto as definições não são oficializadas, o convite já provoca debates e expectativas. Em um mundo cada vez mais polarizado, iniciativas como essa mostram que, apesar das divergências, a busca por soluções coletivas ainda permanece na mesa.

CONTINUAR LENDO →

LEIA TAMBÉM: