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Vídeo mostra os últimos minutos de vida de brigadista e segurança vítimas de incêndio em shopping

O incêndio ocorrido no subsolo do Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, continua gerando questionamentos e reflexões importantes sobre segurança, preparo e tempo de resposta em locais de grande circulação. Com a divulgação das imagens das câmeras de segurança, a sequência dos acontecimentos ficou mais clara e trouxe à tona detalhes que ajudam a entender o que aconteceu nos primeiros minutos da ocorrência.

De acordo com os registros, o fogo teve início em uma loja chamada Bellart. O botão de pânico foi acionado às 18h04, sinalizando que algo fora do normal estava acontecendo. Nos corredores do subsolo, porém, a rotina parecia seguir quase normalmente naquele instante. Clientes caminhavam, lojas permaneciam abertas e poucos percebiam a gravidade da situação.

Cinco minutos após o alerta inicial, surge nas imagens a brigadista Emellyn Silvia Aguiar Menezes, de 26 anos. Ela aparece em uma sala no quarto piso do shopping, colocando os equipamentos de respiração próprios para ambientes com fumaça. Ao lado de um colega, ela se prepara para descer ao subsolo, demonstrando postura técnica e calma diante do cenário que se formava.

Enquanto isso, no local do incêndio, o chefe da segurança, Anderson Aguiar, de 43 anos, já tentava conter as chamas. As câmeras mostram Anderson levando mangueiras até a loja onde o fogo começou. O detalhe que chama atenção é que, naquele momento, ainda havia circulação de clientes pelo corredor, o que evidencia uma evacuação inicial lenta e desigual.

Aos poucos, algumas pessoas começam a perceber que algo está errado. Ainda assim, a orientação para deixar o local não acontece de forma imediata. Somente cerca de 11 minutos após o acionamento do botão de pânico é possível ver uma ação mais firme para retirada do público. Lojas passam a ser fechadas e o corredor do subsolo começa, finalmente, a ser esvaziado.

Por volta das 18h14, Emellyn e o colega seguem em direção ao subsolo. Às 18h20, ela chega ao local e se dirige à loja atingida. Em determinado momento, retorna, ajusta o equipamento e entra novamente. Pouco depois, a fumaça se espalha com mais intensidade, dificultando a visibilidade e as ações de contenção.

Outro ponto que gerou debate foi o funcionamento do elevador. Mesmo com o avanço da fumaça, o equipamento continuava operando normalmente naquele momento, algo que especialistas em segurança consideram um risco em situações de incêndio. Seguranças ainda tentam estender novas mangueiras, mas as imagens indicam falhas ou dificuldades no funcionamento.

Cerca de 30 minutos após o primeiro alerta, as equipes do Corpo de Bombeiros chegam ao shopping. Nesse momento, a fumaça já havia alcançado outras áreas do centro comercial. Nem Emellyn nem Anderson voltam a aparecer nas imagens internas. Horas depois, Anderson é visto sendo retirado do local com vida, porém em estado crítico, não resistindo posteriormente. Emellyn também não sobreviveu.

A divulgação dessas imagens reacendeu discussões importantes sobre protocolos de emergência, evacuação rápida e treinamento de equipes em ambientes fechados e movimentados. O caso reforça a necessidade de revisões constantes nos planos de segurança e de respostas mais ágeis para proteger tanto trabalhadores quanto o público. As autoridades seguem investigando as circunstâncias do incêndio e da atuação durante a ocorrência, enquanto a tragédia deixa lições que não podem ser ignoradas.

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