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Nikolas Ferreira reage à ida de Bolsonaro para a ‘Papudinha’

Na quinta-feira, 15 de janeiro, mais um capítulo da política brasileira se desenrolou em ritmo acelerado, misturando decisões judiciais, reações nas redes sociais e discussões que rapidamente ganharam espaço no debate público. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou seu perfil na rede X, antigo Twitter, para comentar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a chamada Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, local conhecido como “Papudinha”.

Em tom crítico, mas cauteloso, Nikolas avaliou que o novo espaço aparenta oferecer condições melhores do que a Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro estava custodiado desde novembro. Segundo o parlamentar, o ambiente seria mais silencioso e contaria com estrutura médica permanente, algo que, na visão dele, faz diferença diante do quadro de saúde do ex-presidente.

“Aparentemente parece ser um espaço melhor, sem barulho e com atendimento médico 24h”, escreveu o deputado, acrescentando que iria buscar informações diretamente com a família de Bolsonaro para confirmar se, na prática, as condições realmente representam uma melhora. A publicação teve ampla repercussão e foi compartilhada por apoiadores, além de gerar críticas de opositores, como costuma acontecer em temas envolvendo figuras centrais da polarização política atual.

Na sequência, Nikolas voltou a defender publicamente a possibilidade de prisão domiciliar para Bolsonaro. Para ele, essa alternativa seria mais adequada, considerando os problemas de saúde já conhecidos do ex-presidente. O deputado também questionou o motivo de o ex-chefe do Executivo não poder cumprir a pena em casa, reforçando sua posição de que Bolsonaro não deveria estar preso.

O ex-presidente estava na Superintendência da Polícia Federal desde 22 de novembro, quando foi detido preventivamente após descumprir medidas cautelares relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica. Posteriormente, passou a cumprir pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação por liderar um plano de ruptura institucional. O caso segue sendo um dos mais acompanhados do país, tanto pela gravidade das acusações quanto pelo impacto político das decisões judiciais.

Antes da transferência para a Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se movimentou nos bastidores. Ela solicitou uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, decano do STF, para tratar da situação do marido e fazer um apelo relacionado à saúde dele. O encontro reforçou a estratégia da família de buscar diálogo institucional e alternativas dentro da própria Corte.

Nos corredores de Brasília, a decisão de Alexandre de Moraes e as reações de aliados de Bolsonaro foram interpretadas de maneiras distintas. Há quem veja a transferência como um gesto técnico, dentro das normas previstas para ex-presidentes e autoridades. Outros enxergam o episódio como mais um elemento simbólico em um processo que segue sendo acompanhado de perto por toda a sociedade.

Enquanto isso, o debate continua vivo nas redes sociais, nos plenários e nas conversas do dia a dia. Em um país onde política e Justiça caminham lado a lado sob os holofotes, cada declaração, postagem ou decisão acaba ganhando um peso que vai além do fato em si. E, ao que tudo indica, esse assunto ainda deve render novos desdobramentos nas próximas semanas.

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