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Conheça a estrutura da Papuda onde Bolsonaro ficará preso, a cela n…Ver mais

A saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou ao centro do debate público nos últimos dias, não apenas pelo aspecto médico, mas também pelos reflexos jurídicos da situação. Desde o início de sua prisão, o tema tem sido acompanhado de perto por aliados, críticos e especialistas, especialmente após novos laudos apresentados pela defesa ao Supremo Tribunal Federal.

Com base nessas informações, o STF autorizou a transferência de Bolsonaro da sede da Polícia Federal, em Brasília, para um novo local de custódia. A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes e levou em conta a necessidade de oferecer uma estrutura mais compatível com o quadro clínico considerado delicado. Não se trata apenas de mudar de endereço, mas de adequar o ambiente às exigências de saúde relatadas.

O ex-presidente passará a ocupar uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. O espaço chama atenção pelo tamanho e pela configuração. São 64 metros quadrados, bem diferentes dos 12 metros da cela anterior. No local, há quarto, sala, cozinha, lavanderia e até uma área externa de uso privativo, algo incomum para o padrão carcerário tradicional.

Essa estrutura ampliada foi um dos pontos mais destacados na decisão. Segundo o STF, o ambiente permite melhor circulação, reduz riscos de acidentes e facilita o acompanhamento médico contínuo. Recentemente, Bolsonaro relatou ter sofrido uma queda da cama enquanto ainda estava sob custódia da Polícia Federal, episódio que pesou na avaliação sobre a segurança do local anterior.

Além do espaço físico, a nova etapa garante assistência médica 24 horas por dia. O ex-presidente poderá realizar sessões de fisioterapia, inclusive no período noturno, algo considerado essencial para sua reabilitação. Equipamentos como esteira e bicicleta ergométrica foram autorizados, seguindo recomendações médicas, e barras de apoio foram instaladas junto à cama para dar mais estabilidade.

Outro ponto sensível envolvia a alimentação. A defesa argumentava haver desconfiança quanto às refeições fornecidas anteriormente. Com a transferência, ficou autorizado que a alimentação especial seja preparada no próprio local por pessoas de confiança, respeitando orientações nutricionais específicas. Essa medida, segundo interlocutores, trouxe um alívio adicional à família.

A rotina na Papudinha também prevê banho de sol com privacidade total e um regime ampliado de visitas. Serão três horários disponíveis, duas vezes por semana, o que amplia o contato com familiares e advogados. Para aliados, isso ajuda a preservar o equilíbrio emocional; para críticos, trata-se apenas do cumprimento das garantias previstas em lei.

Apesar das melhorias, a permanência no batalhão não é definitiva. Alexandre de Moraes determinou que uma junta médica oficial reavalie o estado de saúde de Bolsonaro em até dez dias. A partir desse parecer técnico, o STF decidirá se ele seguirá no local ou se haverá necessidade de transferência para o Hospital Penitenciário.

A decisão representa mais um capítulo de um processo que continua mobilizando o país. Em um cenário político ainda marcado por forte polarização, o caso mistura rigor judicial, cuidados médicos e atenção constante da opinião pública, mostrando como saúde e Justiça acabam caminhando juntas em momentos delicados da história recente.

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