Corpo é encontrado no rio Mondego

Na manhã de quarta-feira, 14 de janeiro, as águas calmas do rio Mondego, na zona ribeirinha da Figueira da Foz, foram palco de um descobrimento macabro. Um corpo sem vida, pertencente a uma mulher idosa com cerca de 80 anos, foi avistado a flutuar próximo da margem, mesmo em frente ao edifício da Câmara Municipal, um local habitualmente frequentado por moradores e turistas que apreciam a vista para o rio e o mar próximo.
O alerta foi dado pouco depois das 12 horas por um cidadão que passeava tranquilamente ao longo do passeio ribeirinho. Ao aperceber-se de um volume estranho nas águas, inicialmente indistinto, o popular aproximou-se e confirmou tratar-se de um corpo humano, acionando imediatamente o número de emergência. Esta rápida reação permitiu uma resposta célere das autoridades, evitando que o corpo fosse arrastado pela corrente.
As forças de socorro mobilizaram-se com eficiência: elementos do Comando Local da Polícia Marítima da Figueira da Foz chegaram primeiro ao local, coordenando a operação aquática. Seguiram-se a Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Instituto Nacional de Emergência Médica e equipas dos Bombeiros Voluntários e Sapadores da Figueira da Foz, que trouxeram meios técnicos para a recuperação segura do corpo em condições potencialmente perigosas devido à corrente fluvial.
Uma vez removido das águas frias do Mondego, o corpo foi submetido a uma inspeção preliminar no local, que permitiu estimar a idade da vítima em cerca de 80 anos. As autoridades iniciaram de imediato os procedimentos para identificação formal, envolvendo contactos com familiares reportados como desaparecidos e análise de eventuais documentos ou sinais distintivos, embora nenhuma informação sobre a identidade tenha sido ainda divulgada oficialmente.
A escolha do local do achado não passou despercebida à população local: tratar-se de uma área central e movimentada, mesmo junto ao coração administrativo da cidade, intensificou o choque entre quem circulava pela zona naquela manhã de inverno. Testemunhas relataram um ambiente de consternação imediata, com a interrupção temporária do trânsito pedonal e a curiosidade natural de quem tentava compreender o que se passava.
As circunstâncias que levaram à presença do corpo no rio permanecem envoltas em mistério, com as autoridades a manterem reserva sobre possíveis causas – acidente, queda involuntária ou outro cenário. A Autoridade Marítima Nacional emitiu um comunicado sucinto confirmando o ocorrido, sublinhando que a investigação prossegue sob a coordenação das entidades competentes, sem indícios públicos de crime até ao momento.
Este episódio trágico vem reavivar a consciência coletiva sobre os perigos inerentes às margens do rio Mondego, especialmente em períodos de maior caudal ou condições meteorológicas adversas. A Figueira da Foz, cidade orgulhosa da sua frente ribeirinha e da proximidade com o Atlântico, vê-se novamente confrontada com a fragilidade da vida junto às águas, num acontecimento que marca profundamente a comunidade e reforça a necessidade de maior vigilância e segurança nestes espaços públicos tão apreciados pelos residentes.



