TV Globo é criticada após a segunda convulsão de Henri Castelli; emissora se pronuncia

O ator Henri Castelli, de 47 anos, participante do grupo Camarote no Big Brother Brasil 26, protagonizou um dos episódios mais alarmantes da edição ao sofrer duas crises convulsivas em menos de sete horas, durante e após a primeira Prova do Líder. O incidente ocorreu na manhã de 14 de janeiro de 2026, quando a disputa de resistência já ultrapassava dez horas de duração, expondo os participantes a condições extremas de esforço físico, privação de sono e exposição ao calor. Castelli, conhecido por sua carreira em novelas e modelo, convulsionou na estrutura da prova, caindo em uma piscina de bolinhas, o que gerou pânico imediato entre os brothers e levou à suspensão momentânea do desafio.
A equipe médica do programa agiu prontamente, prestando os primeiros socorros no local e encaminhando o ator ao hospital na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para realização de exames. A produção da TV Globo emitiu comunicado afirmando que Castelli estava consciente e sob cuidados, atribuindo o episódio a exaustão intensa. Após avaliação médica e liberação, ele retornou ao confinamento por volta das 14h30, sendo recebido com aplausos e alívio pelos demais participantes, que demonstraram preocupação genuína com sua condição. No entanto, o retorno rápido ao ambiente do reality logo se mostrou problemático.
Menos de uma hora após a reintegração, Castelli sofreu uma segunda convulsão, caindo no gramado da área externa da casa. A produção isolou a região, cortou as imagens das câmeras principais e acionou novamente o atendimento médico, impedindo a circulação dos brothers até a estabilização. O episódio não foi exibido ao vivo, mas relatos dos participantes indicaram movimentos involuntários e perda de consciência, reacendendo temores sobre a gravidade do quadro. A voz do programa informou que ele permanecia consciente e em observação, mas a repetição das crises em curto intervalo de tempo intensificou as discussões sobre protocolos de segurança.
Nas redes sociais, a repercussão foi imediata e majoritariamente crítica à Globo, com internautas acusando a emissora de imprudência ao permitir o retorno tão breve sem observação hospitalar prolongada. Comentários destacaram que, após uma convulsão, o ideal seria no mínimo 12 a 24 horas de monitoramento para exames como tomografia, ressonância e análises de sangue, evitando recorrências precipitadas por fatores como desidratação ou desequilíbrios eletrolíticos. A decisão de reintegrá-lo à dinâmica do jogo foi vista por muitos como priorização da audiência em detrimento da saúde do participante.
Especialistas em neurologia explicaram que convulsões em contextos de estresse extremo, como provas de resistência no BBB, podem ocorrer mesmo sem histórico de epilepsia, sendo desencadeadas por hipoglicemia, hipertermia, privação de sono ou alterações metabólicas. Diferente de desmaios comuns já registrados em edições anteriores, as crises repetidas de Castelli demandam investigação mais aprofundada, com recomendação de afastamento temporário de atividades intensas até esclarecimento das causas. O caso reacendeu memórias de incidentes passados no programa, como o AVC sofrido por uma participante em edição antiga, reforçando debates sobre os limites do formato.
A produção do BBB 26 enfrentou questionamentos sobre a preparação para emergências neurológicas, com críticas à suposta demora inicial no atendimento e à falta de cautela na liberação médica. Amigos e familiares de Castelli, incluindo uma jornalista próxima, manifestaram indignação não apenas com a gestão do incidente, mas também com a reação de alguns participantes durante a primeira crise, apontando falta de solidariedade imediata. A Globo reiterou o cumprimento de protocolos estabelecidos, com equipes médicas de plantão e parcerias hospitalares, mas o duplo episódio pode pressionar por revisões em futuras edições.
Atualmente, Henri Castelli segue sob observação médica, com possibilidade de retorno ao confinamento ainda em análise, dependendo da evolução clínica. O incidente humanizou o reality show, transformando-o em alerta sobre os riscos reais do confinamento extremo e das provas desafiadoras. Enquanto a casa tenta retomar a normalidade, o foco permanece na recuperação do ator, lembrando que, por trás do entretenimento televisivo, há limites que a saúde humana impõe ao espetáculo.



