Filho esconde morte da mãe por 15 dias e revela motivo chocante à polícia

A Polícia Civil do Paraná abriu investigação para apurar um caso que chamou a atenção das autoridades e da população de Guaíra, no oeste do estado. Uma idosa foi encontrada sem vida dentro da própria residência cerca de 15 dias após o falecimento, situação que só veio à tona depois que familiares estranharam o silêncio prolongado e decidiram ir até o local. O episódio levanta questionamentos sobre abandono, medo e responsabilidade familiar — e ainda está cercado de pontos a serem esclarecidos.
Segundo informações da PCPR, o filho da idosa morava com ela e era responsável por seus cuidados diários. Em depoimento, ele afirmou que encontrou a mãe já sem sinais vitais ao acordar, mas decidiu não comunicar o ocorrido a parentes nem às autoridades. O motivo alegado foi o receio de ser acusado de maus-tratos, hipótese que agora será analisada pelos investigadores. Até o momento, não há conclusão sobre as circunstâncias que levaram à morte.
A situação só foi descoberta no último sábado (11), quando o irmão da idosa, que vive em Goiás, resolveu viajar até o Paraná após passar dias tentando contato sem sucesso. Ao chegar à residência, ele encontrou a irmã caída no quarto, próxima a um andador usado no dia a dia. O familiar acionou as autoridades imediatamente, dando início aos procedimentos legais e à investigação policial.
De acordo com o relato prestado à polícia, o filho teria demonstrado resistência à entrada de outros parentes na casa antes da descoberta, o que aumentou a desconfiança da família. Esse comportamento também faz parte do inquérito e será avaliado junto a outros elementos coletados durante as diligências. A Polícia Civil busca entender se houve tentativa de ocultar informações ou apenas uma reação emocional diante da situação.
Uma amiga da idosa também prestou depoimento e afirmou que esteve na residência cerca de 15 dias antes do caso vir a público. Na ocasião, ela contou que foi informada de que a senhora estaria viajando para a casa de parentes, o que posteriormente se mostrou não ser verdade. Esse detalhe reforça a linha de apuração sobre a versão apresentada pelo filho e a cronologia dos fatos.
As autoridades ressaltam que exames e laudos técnicos serão fundamentais para esclarecer as causas do falecimento e verificar se havia sinais de negligência ou não. A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação, com coleta de depoimentos e análise do histórico familiar, além da situação de saúde da idosa antes do ocorrido. Até o encerramento do inquérito, nenhuma acusação formal foi apresentada.
O caso reacende debates sobre o cuidado com pessoas idosas, a sobrecarga de familiares responsáveis e a importância de comunicação imediata com órgãos competentes diante de situações delicadas. Enquanto a investigação avança, a polícia reforça que omitir informações pode agravar qualquer situação e orienta que mortes em domicílio sejam sempre comunicadas às autoridades para os devidos esclarecimentos legais.



